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Governo português mantém défice de 0,2% em 2019 e espera excedente em 2020

Governo português mantém défice de 0,2% em 2019 e espera excedente em 2020

Foto: AFP
Economia 15.04.2019

Governo português mantém défice de 0,2% em 2019 e espera excedente em 2020

A partir de 2020, o saldo orçamental passa a ser positivo: de 0,3%.

O Governo português mantém a meta de défice de 0,2% do PIB para 2019 e prevê um excedente para 2020, de acordo com o Programa de Estabilidade para 2019-2023, entregue esta segunda-feira na Assembleia da República.

“A previsão para o saldo orçamental de 2019 é de -0,2% do PIB, em linha com o estabelecido no Orçamento do Estado para 2019. Para o período 2019-2023, projeta-se uma trajetória de melhoria do saldo orçamental das Administrações Públicas, atingindo um excedente orçamental já em 2020 (0,3% do PIB), e alcançando um excedente de 0,7% do PIB em 2023”, lê-se no documento.

O ministro das Finanças, Mário Centeno, já tinha garantido que no Programa de Estabilidade a previsão de défice para 2019 seria de 0,2%, apesar de o resultado de 2018 ter ficado em 0,5%, melhorando a última estimativa do Governo que apontava para 0,7%.

“Para a evolução projetada do saldo orçamental no período 2019-2023 contribui a redução prevista da receita (de 0,7 p.p. do PIB) combinado com a redução da despesa (de 1,6 p.p.), num contexto de crescimento do PIB nominal em torno de 3,5%”, indica o Programa de Estabilidade hoje apresentado.

Depois do excedente de 0,3% do PIB em 2020, o Governo antecipa uma melhoria do saldo orçamental para 0,9% em 2021, prevendo que se fixe em 0,7% em 2022 e 2023.

No anterior Programa de Estabilidade, para o período 2018-2022, o Governo também antecipava que o primeiro excedente se registasse em 2020, nos 0,7% do PIB, uma previsão 0,4 p.p. acima da divulgada hoje (0,3%).

As previsões hoje divulgadas são mais otimistas do que as apresentadas pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) na semana passada.

Em 10 de abrill, o FMI agravou a estimativa do défice português para 0,6% do PIB este ano, pior que os 0,2% estimados pelo Governo, e antecipou que o primeiro excedente se registe em 2021.

Lusa


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