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Governo e sindicatos contra venda da unidade de Dudelange pela ArcelorMittal

Governo e sindicatos contra venda da unidade de Dudelange pela ArcelorMittal

Foto: Guy Jallay
Economia 17.04.2018

Governo e sindicatos contra venda da unidade de Dudelange pela ArcelorMittal

O ministro da Economia, Étienne Schneider, e o presidente da autarquia de Dudelange, Dan Biancalana, enviaram uma carta conjunta ao presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker.

O Governo e as centrais sindicais – OGB-L e LCGB – estão de pedra e cal, unidos contra a intenção da ArcelorMittal de se desfazer de alguns ativos, entre os quais a unidade de Dudelange. É que a gigante do aço quer comprar a italiana Ilva, mas para isso, precisa da luz verde da Comissão Europeia. Bruxelas considera que a competitividade europeia pode estar ameaçada se a venda se concretizar. Ora, para dar a volta a esta questão a ArcelorMittal disponibilizou-se para vender algumas unidades, incluindo a de Dudelange, decisão que deixou desagradados o ministro da Economia, Étienne Schneider, e os sindicatos.

Schneider e o presidente da autarquia de Dudelange, Dan Biancalana, enviaram uma carta conjunta ao presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e à comissária para a Concorrência, Margrethe Vestager, a contestar os critérios de Bruxelas. Para o Luxemburgo a posição comunitária vai contra alguns objetivos da própria Comissão, como sejam o do emprego e do desenvolvimento da indústria. Além disso, duvidam que a aquisição da Ilva pela ArcelorMittal tenha impacto nos preços europeus, tendo em conta que se trata de um mercado concorrencial.

Schneider enviou também uma carta ao líder do CSV, Claude Wiseler, para que intervenha junto de Juncker. Por sua vez, o CSV pediu hoje a realização de uma reunião no Parlamento para discutir o assunto.

A unidade de Dudelange tem cerca de 300 trabalhadores e uma capacidade de produção de 900 mil toneladas por ano. Não está em causa o encerramento, mas a venda a outro grupo, para que esta unidade saia do perímetro de atividade da empresa. Além de Dudelange há outras localizações em causa como em Itália, Roménia, Macedónia, República Checa e Bélgica.

Quanto aos sindicatos tanto a OGB-L como a LCGB contestam a intenção da ArcelorMittal e garantem, em comunicado, tudo fazer para impedir a venda da unidade de Dudelange. Para a OGB-L trata-se de uma “decisão sem sentido” e a LCGB duvida da escolha das unidades a vender. Por isso, ambas vão pedir reuniões juntos dos intervenientes para tentar reverter a decisão.

Paula Cravina de Sousa


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