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Governo descarta apoio extra para fazer face aos aumentos dos preços da energia e combustíveis
Economia 2 min. 28.10.2021 Do nosso arquivo online
Energia

Governo descarta apoio extra para fazer face aos aumentos dos preços da energia e combustíveis

Energia

Governo descarta apoio extra para fazer face aos aumentos dos preços da energia e combustíveis

Economia 2 min. 28.10.2021 Do nosso arquivo online
Energia

Governo descarta apoio extra para fazer face aos aumentos dos preços da energia e combustíveis

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Aumento de 200 euros no subsídio de vida cara é, para já, o único reforço, confirmou o Ministério da Energia ao Contacto. OGBL considera que valores atuais não chegam.

As subidas e oscilações dos preços da energia e dos combustíveis não têm parado nos últimos meses. O Luxemburgo foi mesmo o país da União Europeia a registar a maior subida anual, entre setembro de 2020 e setembro de 2021, do preço dos combustíveis, com um aumento de 30,7%, e o terceiro Estado-membro a refletir uma subida no preço do gás, na primeira metade deste ano.

Apesar disso, e do apelo de vários setores e sindicatos, o governo não vai criar para já novos apoios, além do anunciado aumento de 200 euros no subsídio do custo de vida (subsídio de 'vida cara') para as famílias de baixos rendimentos, que deverá entrar em vigor em janeiro de 2022.


Luxemburgo foi o país da UE com a maior subida anual dos combustíveis
Preço de combustíveis para uso privado atingiu pico de 22,9%, em setembro, na União Europeia.

Ao Contacto, o Ministério da Energia e do Ordenamento do Território confirmou que "de momento, nenhuma outra ajuda para além do aumento do subsídio de custo de vida, em 200 euros, foi decidida pelo governo luxemburguês".

Na reunião dos ministros da Energia da UE, esta semana, o ministro luxemburguês, Claude Turmes sublinhou esse valor como apoio que permitirá às famílias enfrentar a subida de combustíveis. "No Luxemburgo, por exemplo, o governo decidiu aumentar o subsídio de custo de vida em pelo menos 200 euros, por família, a partir de 1 de janeiro de 2022", referiu.

No entanto, para os sindicatos o montante não é suficiente para englobar mais esse aumento no custo de vida dos luxemburgueses.


Preços do gás desceram na primeira metade deste ano na UE mas subiram no Luxemburgo
No mesmo período, os preços médios da eletricidade doméstica nos Estados-membros aumentaram ligeiramente em comparação com 2020.

Num comunicado divulgado ontem, a OGBL pede que o Governo repita, no próximo ano, a medida de 2020 de duplicação temporária daquele subsídio, sendo que os aumentos da energia dos combustíveis vêm juntar-se aos já elevados custos de habitação e às perdas económicas devido à pandemia.

"Este aumento espantoso é particularmente difícil para as famílias de rendimentos baixos e médios, que já estão a ser fortemente sobrecarregadas", sublinha a central sindical, considerando que o atual aumento é insuficiente.

A OGBL, que acusa ainda o Governo luxemburguês de, em conjunto com outros oito países europeus, bloquear a reforma do mercado europeu do gás e da eletricidade, pede o adiamento do próximo aumento previsto do imposto sobre o CO2 até haver uma estabilização dos preços, defendendo que a criação de "um preço máximo não deve continuar a ser um tabu".


Luxemburgo contra reforma do mercado de energia
Nove países, entre os quais o Grão-Ducado e a Alemanha, opõe-se ao pedido de Paris para dissociar os preços da eletricidade e do gás.

 "Muitos países tomaram medidas a este respeito. A França introduziu um 'escudo tarifário', a Espanha limitou temporariamente os lucros dos fornecedores de eletricidade. O Luxemburgo está quase a ir sozinho, limitando-se a uma esmola de 200 euros para as pessoas mais pobres", diz a OGBL.  

Ao Contacto, o Ministério da Energia adianta apenas que "continua a acompanhar de perto a evolução dos preços" e que o ministro, Claude Turmes, "continua também a informar o Governo".

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