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Fronteiriços franceses são menos bem pagos do que os alemães ou belgas

Fronteiriços franceses são menos bem pagos do que os alemães ou belgas

Foto: Guy Jallay
Economia 02.08.2018

Fronteiriços franceses são menos bem pagos do que os alemães ou belgas

A diferença pode chegar aos dez mil euros.

Os trabalhadores fronteiriços franceses são os menos bem pagos, comparativamente com os alemães e com os belgas. O motivo? É que, por norma, os fronteiriços franceses trabalham em setores menos bem remunerados como a restauração e hotelaria (Horesca), comércio e o trabalho temporário (intérim).

Os dados, que se referem a 2017, fazem parte de um estudo do instituto luxemburguês de estatística (Statec) publicado hoje. O documento revela que os fronteiriços franceses recebem, em média, 46.756 euros anuais, menos cerca de dez mil euros do que os belgas que atravessam todos os dias a fronteira para trabalhar no Luxemburgo, e que ganham 56.532 euros por ano. Já os alemães recebem 53.956 euros.

Comparando os salários pagos aos trabalhadores fronteiriços nos vários países, a Suíça e a Alemanha são aqueles que garantem remunerações mais elevadas, seguindo-se o Luxemburgo.

Atualmente, o Grão-Ducado conta com 182.503 trabalhadores fronteiriços. Os franceses estão em maioria, representando 52% daquele bolo, seguindo-se os alemães e belgas, com um peso de 24% cada um. Entre 2005 e 2017, o número de fronteiriços no Luxemburgo tem aumentado em média 3,7% por ano. O Statec revela que a crise económica de 2007 e 2008 teve apenas um efeito limitado.

Por outro lado, o número de pessoas que reside no Grão-Ducado e atravessa a fronteira para trabalhar é diminuto, não atinge as 12.500. No entanto, o Statec sublinha ainda que a maioria (11.039) se refere a trabalhadores de instituições europeias e de organismos internacionais não europeus. Este tipo de instituição é considerado extra-territorial. Desta forma, conclui-se que apenas 1.451 saem para trabalhar em França, Bélgica ou Alemanha.


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