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França vai dar 100 euros a quem ganhar menos de 2.000 para atenuar crise energética
Economia 3 min. 22.10.2021
Energia

França vai dar 100 euros a quem ganhar menos de 2.000 para atenuar crise energética

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França vai dar 100 euros a quem ganhar menos de 2.000 para atenuar crise energética

Foto: Patrick Pleul/dpa-Zentralbild/dp
Economia 3 min. 22.10.2021
Energia

França vai dar 100 euros a quem ganhar menos de 2.000 para atenuar crise energética

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
O primeiro-ministro, Jean Castex, anunciou um "subsídio de inflação" excecional para ajudar as famílias a enfrentar a subida dos custos da energia. Portugal também avança com subsídios e reforço especial para transportes públicos.

A França vai dar um subsídio de 100 euros, a quem aufira menos de 2000 euros líquidos por mês, para ajudar a fazer face ao aumento dos preços da energia e dos combustíveis. 

Este "subsídio de inflação", que deverá começar a ser pago em dezembro, foi anunciado esta quinta-feira, pelo primeiro-ministro, Jean Castex, e deverá abranger trabalhadores dependentes e independentes, desempregados à procura de emprego e reformados.

Esta "resposta excecional para uma situação excecional", como referiu o governante, ao canal TF1, será paga de forma automática, mas faseada. Os trabalhadores por conta de outrem deverão receber o subsídio a partir do final de dezembro), os funcionários públicos em janeiro, e os trabalhadores independentes, desempregados ou pensionistas um pouco mais tarde.


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No total, esta medida deverá apoiar 38 milhões de pessoas, visando compensar a escalada de preços, sobretudo dos combustíveis, numa altura em que as famílias ainda estão a recuperar dos efeitos económicos da pandemia da covid-19.

Em setembro, o Governo tinha prometido uma assistência financeira de 100 euros para ajudar cerca de seis milhões de famílias de baixos rendimentos a pagar as faturas da eletricidade.

Paralelamente, o primeiro-ministro garantiu que os preços do gás natural deverão manter-se congelados até ao fim do próximo ano, justificando a decisão com a demora da descida dos preços, que "será provavelmente mais lenta" do que o esperado. "Por isso, assumimos as nossas responsabilidades, mantendo o congelamento dos preços ao longo de 2022", afirmou Castex.

O subsídio excecional, agora anunciado, significará uma despesa de 3,8 mil milhões de euros nos cofres do Estado francês, mas é, defende o primeiro-ministro, a solução "mais justa e mais eficaz". 

Portugal avança com subsídios e reforço especial para transportes públicos

O Governo português também anunciou, esta sexta-feira, um apoio para as famílias e para o setor dos transportes públicos. 


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As medidas estarão em vigor entre 01 de novembro e 31 de março.  

Enquanto as famílias vão passar a receber, através do IVAucher, 10 cêntimos por litro de combustível até um limite de 50 litros por mês, os táxis e autocarros a operar em Portugal irão receber, como medida de apoio ao aumento dos combustíveis, um subsídio de 190 euros e 1.050 euros respetivamente, segundo adiantou, em declarações à Lusa, o ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes.

“Aquilo que está previsto para os autocarros e táxis é um desconto idêntico para aquele que é para os particulares, 10 cêntimos por litro, mas com limites muito diferentes”, detalhou, indicando que “para os particulares são 50 litros por mês, para os táxis serão 380 litros por mês e para os autocarros 2.100 litros por mês”.

De acordo com Matos Fernandes, “a medida aplica-se durante cinco meses e é paga por uma só vez e à cabeça”, ou seja, o Governo vai “transferir para cada táxi 190 euros e para cada autocarro 1.050 euros”.

O objetivo é garantir que não haja subidas de preços provocados pelo aumento dos combustíveis nem redução da oferta dos transportes coletivos.

O ministro indicou ainda que este valor será pago por uma “transferência bancária à cabeça” e que “chegará às empresas donas dos táxis e autocarros ainda este ano, valendo até ao final de março”.


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