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França. Lares Orpea devolvem dinheiro público reclamado por irregularidades
Economia 2 min. 22.11.2022
Escândalo

França. Lares Orpea devolvem dinheiro público reclamado por irregularidades

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França. Lares Orpea devolvem dinheiro público reclamado por irregularidades

Foto: Shutterstock
Economia 2 min. 22.11.2022
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França. Lares Orpea devolvem dinheiro público reclamado por irregularidades

AFP
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Em julho, o grupo disse que só aceitaria reembolsar 25,7 dos 55,8 milhões pedidos pela Caixa Nacional de Solidariedade para a Autonomia.

O grupo privado de lares Orpea anunciou, esta terça-feira, que aceitou reembolsar os 55,8 milhões de euros em dinheiro público reclamados pelas suas más práticas passadas, a maior parte das quais tem contestado até agora.


Apesar de escândalo, Orpea deverá obter licença para lar no Luxemburgo
O Ministério da Família deverá comunicar, formalmente, esta semana a sua aprovação provisória para o lar de idosos da Orpea em Merl.

"A fim de virar a página sobre erros do passado e retomar a plena cooperação com as autoridades, a Orpea decidiu reembolsar a totalidade do montante devido à CNSA, a Caixa Nacional de Solidariedade para a Autonomia", disse a empresa, que se encontra em dificuldades financeiras, em comunicado.

Em julho, o grupo disse que só aceitaria reembolsar 25,7 dos 55,8 milhões reclamados. Esta soma correspondia a descontos de fim de ano concedidos pelos seus fornecedores para compras que tinham sido financiadas pela segurança social, mas também ao montante de dois impostos e custos de seguro que o grupo tinha incluído nos seus cálculos para solicitar subsídios públicos.

Por outro lado, a Orpea contestou até agora o resto do reembolso reclamado, ou seja, 30,1 milhões de euros, correspondentes à remuneração de alguns dos empregados do grupo que "exerciam funções" como prestadores de cuidados sem possuírem as qualificações necessárias.

Grupo quer formar 1.000 prestadores de cuidados


França. Lares de idosos Orpea alvo de buscas em todo o país
A acusação de abuso institucional baseia-se em cerca de 50 queixas de famílias de residentes. Vários estabelecimentos estão a ser alvo de buscas.

A CNSA considera que estes salários não podem ser cobertos pelo dinheiro público, uma vez que as pessoas em causa não são prestadores de cuidados. A empresa, por outro lado, manteve até agora que não havia outra solução que não fosse contratar pessoas não qualificadas, "num contexto geral de escassez de prestadores de cuidados". 

Assim, dizia ser legítimo que os seus salários fossem financiados pelo sistema de segurança social, especialmente porque, segundo ela, esta é "uma prática generalizada nos lares de idosos privados e públicos".

A nova direção da Orpea, que apresentou a 15 de novembro um plano para recolocar o grupo no bom caminho, decidiu ceder também neste segundo ponto, anunciando ao mesmo tempo que quer "implementar soluções para dar uma resposta sustentável ao problema dos auxiliares que 'atuam como' prestadores de cuidados".

Desde setembro, a empresa conseguiu empregar 800 pessoas por mês com contratos sem termo, muito mais do que as 550 que esperava, acrescentou no comunicado de imprensa.

A Orpea planeia formar 1.000 pessoas em 2024, em comparação com as 200 este ano, e irá "apoiar e encarregar-se da formação" dos seus atuais "prestadores de cuidados", para que se tornem qualificados através da aprendizagem ou da certificação Validação da Experiência Adquirida (VAE, em francês).


OGBL condena chegada de lares Orpea ao Luxemburgo
O maior sindicato luxemburguês considera "incompreensível" a autorização dada ao grupo, envolvido num escândalo de maus-tratos a idosos em França.

Recorde-se que a cadeia de lares de idosos, envolta em polémica desde o início do ano por alegados atos de negligência e maus-tratos a idosos, obteve recentemente autorização para abrir a sua primeira unidade residencial no Luxemburgo, em Merl. 

A aprovação do projeto pelo governo suscitou críticas por parte da OGBL e de uma parte da classe política luxemburguesa.

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