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França. Governo quer desconto de 30 cêntimos nos combustíveis
Economia 2 min. 24.07.2022 Do nosso arquivo online
Crise energética

França. Governo quer desconto de 30 cêntimos nos combustíveis

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França. Governo quer desconto de 30 cêntimos nos combustíveis

Foto:Getty Images/iStockphoto
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Crise energética

França. Governo quer desconto de 30 cêntimos nos combustíveis

AFP
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Segundo o ministro da Economia, a medida permitiria ter combustível a 1,50 euros/litro em algumas bombas do país.

O ministro da Economia francês, Bruno Le Maire, disse este sábado ser a favor de aumentar o desconto nos combustíveis de 18 para 30 cêntimos por litro, numa tentativa de compromisso com os deputados Les Républicains que pediam ao Governo para ir "mais longe" com a medida.

"O desconto poderia passar de 18 a 30 cêntimos em setembro e outubro, depois baixar para 10 em novembro e em dezembro", especificou o ministro.

Com o desconto de 20 cêntimos na bomba anunciado na sexta-feira pela TotalEnergies, "algumas estações de serviço em França terão combustível a 1,50 euros", um limiar defendido pela LR, prosseguiu.


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O apoio, que visa responder aos fortes aumentos dos preços da energia e dos combustíveis, estava previsto terminar no final deste mês.

A gigante do petróleo prometeu um desconto de 20 cêntimos por litro na bomba entre setembro e novembro (depois 10 cêntimos até ao final do ano), face à ameaça lançada pelos deputados de um imposto sobre "superlucros".

LR congratula-se com acordo

Bruno Le Maire também propôs aos deputados do LR o "adiamento" do subsídio de combustível para transportes (ICT, na sigla francesa), dirigido aos condutores que fazem mais quilómetros e às classes trabalhadoras, mas criticado pela direita, que apela a uma medida "generalizada".

Le Maire evocou também uma medida específica para "pequenas estações rurais", uma disposição também exigida pelo LR.

Satisfeito com estes anúncios, o grupo de direita retirou as suas emendas, abrindo o caminho para a adoção do desconto.

"Fizemos bem em apoiar esta proposta de ter combustível a 1,50 euros porque estamos a chegar à meta e os franceses poderão agradecer-nos por termos persistido", congratulou-se Véronique Louwagie.

"Que surpresa, demos conta que a maioria chegou a um acordo com os republicanos", ironizou o comunista Nicolas Sansu.

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O corte do imposto nos combustíveis vai manter-se, o que reduz o custo da fatura na hora do pagamento.

"Está a anunciar algo (o litro a 1,5o euros) que será verdade em setembro, que deixará de ser verdade em outubro, que será ainda menos em novembro e que o deixará de ser em dezembro" devido à inflação, criticou.

"Conhece muitas estações Total nas zonas rurais? São raras", disse Charles de Courson (grupo LIOT). "Não se pode somar os dois juntos", alegou.

O grupo Insoumis também criticou o acordo, argumentando que o combustível de 1,50 euros só funcionaria "em algumas estações de serviço" e numa base "temporária".

Os deputados da LFI estão a pressionar para um "congelamento do preço do combustível" que "não custa um cêntimo". "Isso foi feito com o gel hidroalcoólico", argumentou Manuel Bompard, que também propõe que o imposto sobre o combustível seja "flutuante".

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