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FMI revê crescimento em baixa e está mais pessimista do que o Governo de Bettel
Christine Lagarde, managing director of the International Monetary Fund (IMF), speaks during the 2018 Michel Camdessus Central Bankin Lecture at the IMF headquarters  in Washington, DC on September 6, 2018. (Photo by ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP)

FMI revê crescimento em baixa e está mais pessimista do que o Governo de Bettel

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Christine Lagarde, managing director of the International Monetary Fund (IMF), speaks during the 2018 Michel Camdessus Central Bankin Lecture at the IMF headquarters in Washington, DC on September 6, 2018. (Photo by ANDREW CABALLERO-REYNOLDS / AFP)
Economia 09.04.2019

FMI revê crescimento em baixa e está mais pessimista do que o Governo de Bettel

Paula CRAVINA DE SOUSA
Paula CRAVINA DE SOUSA
A economia deve crescer 2,7% este ano, longe dos 3,5% previstos em outubro. A zona euro também não escapou à revisão em baixa.

O Fundo Monetário Internacional reviu fortemente em baixa o crescimento da economia do Luxemburgo. No World Economic Outlook publicado esta terça-feira, o organismo liderado por Christine Lagarde prevê que a economia cresça 2,7% este ano. Este valor compara com a última estimativa, de 3,5%, feita em outubro do ano passado.

O Produto Interno Bruto do ano passado também foi revisto em baixa no relatório semestral do FMI de 4%, para 3%. No próximo ano, a economia deve voltar a animar quando comparada com 2019, com o Produto Interno Bruto a crescer 2,8%.

A revisão de hoje, permite perceber que o FMI está mais pessimista do que o Governo para este ano. Recorde-se que o Executivo de Bettel inscreveu no Orçamento do Estado para este ano um crescimento de 3%.

Apesar da revisão em baixa, o crescimento do país vai ficar muito acima do previsto para a zona euro. A região da moeda única também foi alvo de uma revisão em baixa: de 1,9% em outubro, para 1,6% no relatório intercalar de janeiro, e uma nova descida divulgada hoje, para 1,3%.

O FMI reconhece que "a zona euro desacelerou mais do que o esperado”. Isto ficou a dever-se ao enfraquecimento do sentimento dos consumidores e das empresas, aos atrasos na produção automóvel na Alemanha associados ao novo sistema de emissões nos veículos diesel, à queda do investimento em Itália causado pelo aumento dos juros soberanos, e ao abrandamento da procura externa”.

Os protestos dos coletes amarelos em França e a possibilidade de um Brexit sem acordo também pesarem na revisão em baixa.


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