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FMI antecipa pior recessão dos últimos 90 anos
Economia 2 min. 14.04.2020 Do nosso arquivo online

FMI antecipa pior recessão dos últimos 90 anos

FMI antecipa pior recessão dos últimos 90 anos

Foto: AFP
Economia 2 min. 14.04.2020 Do nosso arquivo online

FMI antecipa pior recessão dos últimos 90 anos

O Fundo Monetário Internacional prevê que a economia global se contraia 3% e diz que é a pior recessão desde a Grande Depressão.

A economia mundial poderá vir a sofrer, ainda em 2020, a mais profunda recessão dos últimos 90 anos se a pandemia global do novo coronavírus se mantiver ao longo do ano, avisou esta terça-feira o Fundo Monetário Internacional (FMI).

De acordo com a Bloomberg, no último relatório com previsões económicas globais, a organização internacional prevê que em 2020 haja uma queda de 3% do PIB mundial. Uma percentagem que representaria a maior queda desde a Grande Depressão de 1929 e seria muito superior à contração de 0,1% que teve lugar em 2009 durante a última crise financeira mundial.

Embora o FMI, antecipe que a economia mundial cresça 5,8% em 2021, o maior aumento desde a década de 1980, existem riscos de abrandamento se a pandemia continuar durante muito mais tempo. A estrutura financeira internacional dá o exemplo do PIB norte-americano que vai recuar 5,9% e que poderá aumentar 4,7% em 2021, enquanto a economia da zona euro vai sofrer uma contração de 7,5% em 2020 e uma expansão de 4,7% no próximo ano.

De facto, as economias avançadas sofreriam a maior quebra, na ordem dos 6,1%, enquanto as economias emergentes perderiam apenas 1% este ano. Em particular, o crescimento da China e da Índia abrandaria mas aumentaria, ainda assim, para 1,2% e 1,9%, respetivamente.

"Esta é uma crise como nenhuma outra, o que significa que existe uma incerteza substancial sobre o impacto que terá na vida e na subsistência das pessoas", afirmou Gita Gopinath, economista-chefe do FMI, numa reunião por vídeoconferência. Nas suas previsões, o FMI parte do princípio de que os países que enfrentam uma situação sanitária mais grave vão perder cerca de 8% dos dias de trabalho este ano durante os esforços de contenção e o abrandamento das restrições.

Num outro sinal de pessimismo, o FMI esboçou três cenários alternativos em que o vírus duraria mais tempo do que o esperado, prolongando-se em 2021. Uma pandemia mais prolongada eliminaria 3% do PIB este ano, em comparação com o cenário de base. "Muitos países enfrentam uma crise multifacetada que inclui um choque de saúde, perturbações económicas internas, queda da procura externa, inversão dos fluxos de capitais e queda dos preços das matérias-primas", afirmou o FMI. "Os riscos de um resultado pior predominam".

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