Fitch: Luxemburgo mantém triplo A
Fitch: Luxemburgo mantém triplo A
O Luxemburgo mantém o triplo A, desta vez confirmado pela agência de notação Fitch. A mesma avaliação tinha sido dada pela DBRS, Moody's e Standard & Poor's, anteriormente.
A Fitch analisa as políticas governamentais, o PIB per capita (Produto Interno Bruto dividido pela quantidade de habitantes), o desenvolvimento e as finanças públicas.
Mesmo com a escalada da taxa de desemprego ou a dependência contínua nos serviços financeiros, a conjuntura económica global do país continua favorável e estável. No entanto, a agência de notação adverte que a “a forte atividade do setor financeiro poderá ter consequências negativas na economia real, afectando o mercado de trabalho e as finanças públicas.”
O Luxemburgo mantém as contas públicas estáveis e positivas com o PIB estimado em 1.2% nos próximos cinco anos. O país está assim muito acima da percentagem média, que se situa na ordem dos 0.3% para um rating AAA, e tem o menor rácio de dívida pública quando comparada à riqueza produzida (20.6%).
O Instituto Nacional de Estatísticas Luxemburguês (STATEC) estima que o crescimento económico seja de 3.5%, o que segundo a Fitch “supera significativamente a média de triplo A” e que este desenvolvimento justifica-se com “os grandes dividendos provenientes da banca.”
As receitas fiscais luxemburguesas podem aumentar pontualmente caso as multinacionais Fiat-Chrysler, McDonald's e Amazon sejam obrigadas a pagar os retroativos referentes aos benefícios fiscais caso as investigações da Comissão Europeia o designem.
Segundo a Fitch “há potencial para o crescimento ser maior caso o investimento e o consumo funcionarem melhor que o estimado e caso a economia luxemburguesa beneficie positivamente dos efeitos do Brexit.” O Luxemburgo é uma das praças que mais interesse desperta por parte das empresas sediadas no Reino Unido.
Por outro lado, a agência alertou para “as medidas protecionistas das maiores economias mundiais e más resoluções nas negociações do Brexit” que podem afetar o crescimento da EU e por conseguinte os mercados financeiros.
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