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Findel não prevê cortes nos postos de trabalho
Economia 2 min. 10.08.2020 Do nosso arquivo online

Findel não prevê cortes nos postos de trabalho

Findel não prevê cortes nos postos de trabalho

Foto: Anouk Antony
Economia 2 min. 10.08.2020 Do nosso arquivo online

Findel não prevê cortes nos postos de trabalho

Apesar da retoma de normalidade do fluxo aéreo só estar prevista a partir de 2023, a gestão do aeroporto do Luxemburgo reafirma que a redução de pessoal é uma hipótese que não está em cima da mesa.

O aeroporto do Luxemburgo deverá ser um dos poucos aeroportos onde a pandemia não se refletirá em desemprego e cortes de postos de trabalho.

Segundo a edição francesa do Luxemburger Wort, não está previsto que o Findel vá avançar com despedimentos até o setor regressar a uma maior normalidade, que só se estima que venha a acontecer em 2023. 

René Steinhaus, o director do aeroporto, reafirma, de acordo com o jornal, que a possibilidade de cortes de empregos não está em cima da mesa, mesmo que as perspectivas não sejam muito encorajadoras. 


Transporte aéreo de passageiros caiu 60% em março no Luxemburgo
A nível europeu a maior queda - 85% - foi verificada em Itália.

O responsável espera um resultado comercial ligeiramente negativo para 2020, acredita que o aeroporto de Findel só voltará ao volume de negócios do ano passado - quando registou  uma média de 800 voos por semana e um recorde de 4,4 milhões de passageiros transportados - em 2023 ou mesmo 2024. 

Com a área da aviação a representar 5% do PIB nacional, o peso no emprego do Grão-Ducado, através das suas diferentes estruturas - Luxair, Cargolux e Luxairport - é substancial, traduzindo-se em cerca de 10.000 empregos directos e indirectos. 

A recuperação começou a sentir-se a partir de junho, com o recomeço de voos regulares e dos voos turísticos da LuxairTours, cujo primeiro destino pós-confinamento foi Faro. Com a chegada das férias, a abertura de fronteiras no espaço europeu e o levantamento de restrições, a atividade começou a avançar, com alguns números animadores. "Em julho, tivemos 31% mais passageiros por comparação com o ano anterior", disse René Steinhaus, ao Luxemburger Wort.

Ainda que esta perspetiva melhorada não iluda a realidade difícil e irrecuperável deste ano, o Findel compara de forma positiva, quando comparado com outros aeroportos do velho continente. 


Panalpina despede mais de metade dos seus trabalhadores no Luxemburgo
Trata-se de um plano de despedimentos maciço já que a empresa conta atualmente 148 trabalhadores.

Segundo o Eurocontrol, o organismo europeu para a segurança da navegação aérea, apesar de o número de voos na Europa ter passado de 3.000 em meados de abril para 15.000 em meados de julho, a média do trânsito semanal é quase 60% abaixo do que se verificou em 2019. 

Para os bons números registados no Findel, nesse último mês, contribuiu o facto de a maioria das 15 companhias aéreas que operam no Luxemburgo, como a British Airways, Swiss, Turkish Airwaya ou Ryanair e as viagens para destinos turísticos de férias, como Portugal ou Espanha, terem reagressado a um nível de actividade aceitável. 

Por outro lado, restrições impostas, por alguns países, aos cidadãos que viagem do Luxemburgo, devido ao aumento de casos positivos de covid-19, têm levado a cancelamentos temporários, como acontece com a Luxair, que suspendeu os voos para Londres, até 31 de Agosto.


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