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Fim do desconto em bomba. Vamos passar a encher o depósito em França?
Economia 3 min. 31.08.2022
Combustíveis

Fim do desconto em bomba. Vamos passar a encher o depósito em França?

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Fim do desconto em bomba. Vamos passar a encher o depósito em França?

Foto: Sven Hoppe/dpa
Economia 3 min. 31.08.2022
Combustíveis

Fim do desconto em bomba. Vamos passar a encher o depósito em França?

Thomas BERTHOL
Thomas BERTHOL
Esta quarta-feira, 31 de agosto, termina oficialmente o desconto de combustível nas bombas do Luxemburgo, enquanto a partir de 1 de setembro este desconto passa a ser de 30 cêntimos em França. Será o fim do turismo de combustível no Grão-Ducado?

O desconto de 7,5 cêntimos por litro nas bombas do Grão-Ducado chega ao fim esta quarta-feira, 31 de agosto. O apoio foi introduzido a 13 de abril e fez parte das medidas anunciadas pelo Governo na sequência da reunião tripartida para combater a enorme subida dos preços da energia.

Apesar do fim do apoio, a verdade é que o contexto económico não se alterou. Pelo contrário, agravou-se e espera-se agora uma nova tripartida este outono para debater respostas à inflação e ao aumento dos custos energéticos.

Há uma semana atrás, o CSV pedia que o desconto do combustível fosse prolongado. "Deverão as pessoas passar a abastecer em Longwy?" questionou o Partido Social Cristão na sua conta do Twitter.

Em resposta ao post, o ex-presidente do Déi Gréng (Os Verdes), Christian Kmiotek, declarou que o CSV deveria retirar o "S" do seu partido, uma vez que tal medida não é "social". O Déi Gréng considera que esta ajuda em bomba "só ajudaria as famílias com elevados rendimentos e com elevado consumo de combustível".

Do lado do Executivo, o Ministro da Mobilidade, François Bausch, tem-se oposto a esta medida desde o início, apelando a um apoio diferente. Bausch defende antes "a introdução de uma cheque-energia que poderá, tal como os créditos fiscais, aliviar financeiramente as famílias", declarou à RTL na semana passada.

Ajuda francesa é uma ameaça para o Grão-Ducado?

Enquanto o subsídio de combustível termina esta quarta-feira à noite no Luxemburgo, no lado francês, o desconto na bomba é prolongado. Mais ainda, vai subir, de 18 cêntimos para 30 cêntimos por litro a partir de quinta-feira, 1 de setembro, e até ao final de outubro. Será depois reduzido para 10 cêntimos durante o período de novembro-dezembro.

Em França, o grupo petrolífero TotalEnergies anunciou também que gostaria de oferecer aos seus clientes uma redução adicional de 20 cêntimos. Será que o apoio francês irá acabar temporariamente com o turismo de combustível no Grão-Ducado?

Contactado pelo Luxemburguer Wort, Romain Hoffmann, presidente do Groupement Pétrolier Luxembourgeois (GPL), afirma estar convencido de que os subsídios em França terão repercussões nos fluxos de clientes na região fronteiriça franco-luxemburguesa. É particularmente neste contexto que a GPL defende que o Luxemburgo deve prolongar o desconto em bomba e, se necessário, o aumente através da redução do imposto sobre o carbono.

Neste momento, não parece que tal aconteça, o que significa que abastecer o depósito dos veículos será de novo, significativamente mais caro, a partir de 1 de setembro.

Aos microfones de 100,7, o presidente da LCGB, Patrick Dury, apelou na sexta-feira passada para que os preços dos combustíveis permanecessem mais baixos no Luxemburgo do que no país vizinho. Segundo argumenta, manter o turismo na bomba é ainda mais necessário, neste período de "crise", para encher os cofres do Estado: "A extinção do turismo em bomba é um debate ideológico que permite ao Governo luxemburguês alcançar os seus objetivos climáticos, mas não será emitido um único grama de CO2. Na minha opinião, isto não tem nada a ver com a luta contra as alterações climáticas, independentemente do combustível ser abastecido aqui ou em Longwy".


Desconto nos combustíveis acaba quarta-feira. Continuidade divide partidos
A redução de 7,5 cêntimos por litro termina a 31 de agosto, mas os deputados estão a debater a continuidade da medida.

Já para a presidente do Movimento Ecológico, Carole Weber os preços mais altos dos combustíveis são uma forma de encorajar as pessoas a conduzir menos. Além de que, para esta responsável, o fim do apoio no Luxemburgo não significa que todos os residentes passem a ir a Arlon ou Longwy abastecer os seus automóveis, considerou em declarações recentes à rádio 100,7.

Enquanto se espera pelo aumento do desconto em França, os preços dos combustíveis aumentaram na semana passada neste país, com uma subida de 10 cêntimos para o gasóleo, de acordo com os números oficiais.

(Artigo publicado originalmente na edição francesa do Luxemburger Wort.) 

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