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Fecho CGD: Funcionários vão receber “indemnizações extremamente baixas”

Fecho CGD: Funcionários vão receber “indemnizações extremamente baixas”

Foto: Pierre Matgé
Economia 2 min. 10.09.2018

Fecho CGD: Funcionários vão receber “indemnizações extremamente baixas”

Não há plano social para os 23 funcionários da Caixa Geral de Depósitos (CGD) que vão perder o posto de trabalho na sequência do anunciado encerramento do banco público português no Luxemburgo.

Não há plano social para os 23 funcionários da Caixa Geral de Depósitos (CGD) que vão perder o posto de trabalho na sequência do anunciado encerramento do banco público português no Luxemburgo.

Sindicatos e direção da sucursal da CGD não chegaram a consenso para a elaboração de um plano social e vão “receber indemnizações extremamente baixas”, segundo disse à Rádio Latina Carla Valente, da Associação Luxemburguesa dos Trabalhadores da Banca e Seguros (ALEBA).

Descontente com o desfecho das negociações, a sindicalista revela que as “inúmeras reuniões” – que chegaram a ser realizadas na sede do Gabinete Nacional de Conciliação – culminaram num acordo assinado, no final do mês de agosto, por representantes dos trabalhadores (uma delegação que não terá sido eleita por todos os funcionários) e pelos advogados da direção da CGD. O sindicato ALEBA – única central sindical que permaneceu nas negociações até ao fim – não assinou o acordo.

Carla Valente não avança o montante das indemnizações, mas sublinha que é “extremamente baixo”, “não correspondendo aos valores praticados no setor bancário luxemburguês”. Aliás, de acordo com a sindicalista, “as negociações foram tensas e difíceis, até porque a direção da CGD desconhecia a convenção coletiva do setor bancário”. Um contrato que estipula um orçamento destinado a formações em caso de despedimento, orçamento esse que os “representantes do banco português se recusaram a desembolsar”.

Segundo a mesma fonte, os negociadores da CGD acordaram, contudo, dispensar os funcionários, respeitando os meses de pré-aviso de despedimento a que têm direito. Meses que serão pagos e durante os quais não terão de se apresentar ao trabalho. Uma medida que lhes permitirá procurar outro posto de trabalho.

Para já, não se sabe a data de fecho dos dois balcões (na capital e em Esch-sur-Alzette) e da sede da CGD no Luxemburgo. A Rádio Latina apurou na passada terça-feira que os clientes já receberam uma carta na qual são informados de que têm de resolver a sua situação com o banco (transferir poupanças para uma conta da CGD em Portugal ou encerrar a conta) até ao final do mês de novembro.

De Portugal, o assessor de imprensa do banco público português escusou-se a confirmar, nesse mesmo dia, o final do mês de novembro como data de encerramento dos balcões no Luxemburgo, acrescentando que “quando houver uma data definida para o fecho, essa informação vai ser divulgada”. Em julho, o banco avançou em comunicado que os balcões seriam encerrados “até ao final deste ano”.

Certo é que depois de 21 anos de atividade no Luxemburgo a CGD vai fechar, arrastando 23 funcionários para o desemprego.


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