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Falências no Luxemburgo bateram recorde em 2018

Falências no Luxemburgo bateram recorde em 2018

Economia 09.01.2019

Falências no Luxemburgo bateram recorde em 2018

O número de falências de empresas atingiu um recorde no Luxemburgo no ano passado. De acordo com um estudo divulgado hoje pela empresa de gestão de crédito Creditreform, no ano passado houve 1.195 empresas a fechar portas. Trata-se de uma subida de quase 28%, face às 935 insolvências verificadas em 2017.

As 1.195 falências ultrapassam o recorde de 2012, ano em que se registaram 1.033 insolvências.

Este aumento contrasta com o panorama vivido na Alemanha, por exemplo, onde as falências desceram ligeiramente (1,2%), para 19.990. Na região de Trier, o recuo foi mais pronunciado: houve menos 14,7% empresas a fechar.

O estudo conclui ainda que há cada vez mais empresas com mais de cinco anos a fechar, representando mais de 78% do total. Destas quase 25% foram fundadas antes de 1999. Pelo contrário, as empresas mais jovens estão mais resistentes: a percentagem no total de falências é de 21,8% menos do que os 32% de 2017.

Por setores, verifica-se uma subida significativa na indústria, com dez falências em 2018 (apenas uma em 2017). Os serviços continuam a representar a fatia de leão do bolo total das insolvências, com 882 falências. Segue-se o comércio com 254 lojas a fechar. A construção é o único setor, onde houve uma descida das falências, para 49.

O relatório refere que a maioria das falências ocorreu em empresas com menos de três trabalhadores. No entanto, destaca-se o exemplo da empresa de produção alimentar, Tavola, cujo encerramento afetou 100 trabalhadores, a empresa de transportes Mancino, com mais de 20 empregados, e a companhia de navios-taque EH Verwaltung Sàrl, com 52 trabalhadores. Antes mesmo do fim do ano, foi a vez da empresa de serviços financeiros Alliage Managemtn SA declarar insolvência, com 84 empregados.


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