Escolha as suas informações

Executivo prevê injetar 2,15 mil milhões de euros no Novo Banco até 2021
Economia 15.04.2019

Executivo prevê injetar 2,15 mil milhões de euros no Novo Banco até 2021

Nova fachada do balcão do Saldanha com a imagem do Novo Banco para substituir o nome do Banco Espito Santo (BES), 23 setembro 2014. O Novo Banco foi constituído no início de Agosto no âmbito do resgate ao BES, que tinha como segundo maior accionista, logo atrás da família Espírito Santo, outros franceses, os do Crédit Agricole. ANDRE KOSTERS / LUSA

Executivo prevê injetar 2,15 mil milhões de euros no Novo Banco até 2021

Nova fachada do balcão do Saldanha com a imagem do Novo Banco para substituir o nome do Banco Espito Santo (BES), 23 setembro 2014. O Novo Banco foi constituído no início de Agosto no âmbito do resgate ao BES, que tinha como segundo maior accionista, logo atrás da família Espírito Santo, outros franceses, os do Crédit Agricole. ANDRE KOSTERS / LUSA
LUSA
Economia 15.04.2019

Executivo prevê injetar 2,15 mil milhões de euros no Novo Banco até 2021

O dinheiro vem do Fundo de Resolução. Este é uma entidade financiada pelas contribuições dos bancos do sistema (entre os quais o público Caixa Geral de Depósitos), mas está na esfera do Estado (conta para o défice orçamental) e é gerido pelo Banco de Portugal.

O Governo prevê injetar no Novo Banco 2,15 mil milhões de euros até 2021, confirmando os 1,15 mil milhões de euros em 2019 e adicionando a previsão de 600 milhões em 2020 e 400 milhões em 2021, segundo o Programa de Estabilidade.

Não há no documento nenhum valor estimado para 2022 e 2023.

Questionado sobre esta evolução, o ministro das Finanças referiu, na conferência de imprensa de apresentação do Programa de Estabilidade, que se trata de uma estimativa. "Para o Novo Banco temos uma estimativa e as estimativas são sempre falíveis. É uma estimativa baseada naquilo que é a evolução do banco e nos compromissos assumidos quando o banco foi vendido em 2017", precisou Mário Centeno.

Sem a venda do Novo Banco, Portugal estaria hoje "de calculadora na mão para perceber até onde nos deixariam ir nas derrapagens dos défices", afirmou o ministro.

A 1 de fevereiro, na apresentação de resultados de 2018 do Novo Banco, a instituição liderada por António Ramalho confirmou que iria pedir 1,15 mil milhões de euros ao Fundo de Resolução.

"Em resultado das perdas das vendas e da redução dos ativos 'legacy', o Novo Banco irá solicitar uma compensação de 1.149 milhões de euros ao abrigo do atual Mecanismo de Capital Contingente (CCA). Este montante decorre em 69% das perdas assumidas sobre os ativos incluídos no CCA e 31% devido a requisitos regulatórios de aumento de capital no quadro do ajustamento do período transitório dos rácios de capital e ao impacto do [normas de contabilidade] IFRS 9", referiu o banco em comunicado, divulgado na altura.

Em 2018, para fazer face a perdas de 2017, o Novo Banco já tinha recebido uma injeção de capital de 792 milhões de euros do Fundo de Resolução.

O Fundo de Resolução é uma entidade financiada pelas contribuições dos bancos do sistema (entre os quais o público Caixa Geral de Depósitos), mas está na esfera do Estado (conta para o défice orçamental) e é gerido pelo Banco de Portugal.

Lusa


Notícias relacionadas