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Eurogrupo terá duelo entre Gramegna e Centeno
Economia 2 min. 30.11.2017 Do nosso arquivo online

Eurogrupo terá duelo entre Gramegna e Centeno

Eurogrupo terá duelo entre Gramegna e Centeno

Economia 2 min. 30.11.2017 Do nosso arquivo online

Eurogrupo terá duelo entre Gramegna e Centeno

O ministro das Finanças luxemburguês, Pierre Gramegna, vai candidatar-se à presidência do Eurogrupo, concorrendo assim contra o homólogo português, Mário Centeno. Na corrida estão mais dois ministros: a letã Dana Reizniece-Ozola e o eslovaco Peter Kazimir. Segunda-feira será feita a eleição.

O ministro das Finanças luxemburguês, Pierre Gramegna, vai candidatar-se à presidência do Eurogrupo, concorrendo assim contra o homólogo português, Mário Centeno. A informação é avançada pela RTL que cita o Ministério das Finanças luxemburguês.  Na corrida estão mais dois ministros: a letã Dana Reizniece-Ozola e o eslovaco Peter Kazimir. Segunda-feira será feita a eleição.

O prazo de entrega das candidaturas terminou hoje. Amanhã será anunciada oficialmente a 'short-lista dos candidatos e na segunda-feira – dia 4 de dezembro - será eleito o sucessor de Joeren Dijsselbloem, que abandona a presidência do Eurogrupo por deixar de ser ministro das Finanças da Holanda.

O Financial Times – que já chegou a dar Gramegna como um dos favoritos – muda hoje a versão e apresenta Centeno como o potencial vencedor da presidência do Eurogrupo.

Saiba quais os pontos fortes e fracos de cada candidato.

Mário Centeno – Portugal

Pertence à família socialista e terá o apoio de Espanha e de Itália, como já reconheceu o ministro das Finanças espanhol, Luis de Guindos. A Grécia também vê o seu nome com simpatia. O facto de ser socialista é uma vantagem, mas também uma desvantagem por fazer parte de um governo apoiado por partidos de esquerda. Contra si está o facto de ser considerado como um académico. O comissário europeu para os Assuntos Económicos, Pierre Moscovici, deu a entender que Centeno não é o candidato mais forte, mas tem boas condições para chegar à liderança.

Pierre Gramegna – Luxemburgo

O Financial Times apresentou o liberal Gramegna como um dos ’front runners’. Contra si tem o facto de vir de um país pequeno que já tem Jean-Claude Juncker como presidente da Comissão Europeia. Além disso, o próprio Juncker já presidiu o Eurogrupo. A posição do Luxemburgo perante a fiscalidade das multinacionais é também um ponto fraco num momento em que a Europa quer apertar o cerco à evasão fiscal.

Peter Kazimir – Eslováquia

O ministro eslovaco já se assumiu como interessado e é um dos principais concorrentes de Centeno, uma vez que pertence à família socialista. Além disso, vem de um país pequeno e do leste europeu, o que joga a seu favor na distribuição de cargos europeus pelos vários Estados-membros. No entanto, segundo a agência Reuters, as suas capacidade de liderança não convencem, depois de se ter mostrado pouco durante a presidência da União Europeia.

Dana Reizniece-Ozola – Letónia

É uma das poucas mulheres no Eurogrupo. Além de Reizniece-Ozola há apenas a eslovena Mateja Vraniar Erman. No entanto, a ex-jogadora de xadrez letã de 36 anos tem poucos apoios e pouca experiência. No entanto, o facto de ter pouco inimigos, de pertencer a um país de leste e de não estar ligada ao PPE podem ajudá-la a fazer xeque-mate.


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