Escolha as suas informações

Espanha limita aquecimento em espaços públicos para poupar energia
Economia 2 min. 02.08.2022
Crise energética

Espanha limita aquecimento em espaços públicos para poupar energia

Crise energética

Espanha limita aquecimento em espaços públicos para poupar energia

Foto: Julian Hochgesang/Unsplash
Economia 2 min. 02.08.2022
Crise energética

Espanha limita aquecimento em espaços públicos para poupar energia

Lusa
Lusa
É uma das várias medidas que entra em vigor na próxima semana.

A temperatura em edifícios públicos, espaços comerciais, estações de autocarros e comboios e aeroportos em Espanha não vai poder ser inferior a 27 graus no verão e superior a 19 no inverno, para poupar energia, decidiu esta segunda-feira o Governo espanhol.

A medida, que abrangerá também espaços culturais, entre outros, entra em vigor dentro de uma semana e prevê também que se desligue a iluminação de montras, monumentos e outros edifícios a partir das 22h, assim como as luzes dentro de edifícios públicos quando estão desocupados, segundo explicou a ministra com a pasta da energia no Governo espanhol, Teresa Ribera.


O plano do Luxemburgo para reduzir consumo de gás natural em 15%
A data limite para esta redução se tornar uma realidade é 31 de março de 2023, tal como nos outros Estados-membros da UE.

Os espaços com ar condicionado e/ou sistemas de aquecimento abrangidos por estas medidas devem manter fechadas as portas que dão para a rua e colocar termómetros que atestem a temperatura a que está o interior.

Medidas em vigor até novembro de 2023

O Governo espanhol vai também aumentar o teletrabalho na administração pública e a ministra apelou a que as "grandes empresas" façam o mesmo, para haver menos deslocações e menos custos com a climatização de edifícios e com outros consumos de energia.

A ministra falava numa conferência de imprensa em Madrid, no final de um Conselho de Ministros extraordinário que aprovou, nas palavras de Teresa Ribera, um "pacote de medidas urgentes de poupança e eficiência" energética, atendendo "à situação crítica" que vive a Europa por causa da ameaça russa de corte de fornecimento de gás.

Estas medidas vão estar em vigor até novembro de 2023 e "são um primeiro pacote", que integrará um plano mais completo de redução e eficiência do consumo de energia que o Governo espanhol pretende aprovar depois do verão, acrescentou Teresa Ribera.


O Palácio de Charlottenburg é um dos edifícios que vai deixar de ser iluminado à noite
Berlim apaga luzes de monumentos para poupar energia
A capital alemã junta-se, assim, ao esforço coletivo para acautelar a possível escassez dos próximos meses.

A ministra lembrou o acordo dos líderes da União Europeia da semana passada para haver um corte de gastos de energia durante o inverno e sublinhou que está em causa também a necessidade de mudanças no consumo por causa das alterações climáticas.

Comboios serão gratuitos em setembro

Teresa Ribera disse que as estimativas sugerem que reduzindo um grau centígrado na climatização de edifícios há uma poupança de 7% no consumo de energia e que estas medidas são também positivas para a poupança nas contas da eletricidade e gás das empresas e administrações públicas, num contexto de subida da inflação em níveis que não se registavam há décadas.

Por outro lado, o Governo liderado por Pedro Sánchez aprovou esta segunda-feira o regulamento para tornar gratuitos os comboios suburbanos para quem tem passe mensal, entre 1 de setembro e 31 de dezembro deste ano, uma medida que o primeiro-ministro havia já anunciado.


Governo francês cria plano de poupança energética
As medidas incluem, por exemplo, a interdição de publicidade luminosa à noite.

O objetivo é fomentar a utilização do transporte público e assim diminuir também o consumo de combustíveis, segundo o Executivo espanhol, uma coligação do partido socialista (PSOE) com a plataforma de esquerda Unidas Podemos.

É, além disso, uma medida que se insere num pacote de ajudas sociais para tentar paliar o efeito da inflação nos rendimentos da classe média espanhola e grupos mais desfavorecidos da população.

O custo desta medida está estimado em 200 milhões de euros.

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas