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Enquanto restaurantes e cafés estão fechados há cantinas a funcionar
Economia 3 min. 15.01.2021 Do nosso arquivo online

Enquanto restaurantes e cafés estão fechados há cantinas a funcionar

Enquanto restaurantes e cafés estão fechados há cantinas a funcionar

Foto: Anouk Antony/Luxemburger Wort
Economia 3 min. 15.01.2021 Do nosso arquivo online

Enquanto restaurantes e cafés estão fechados há cantinas a funcionar

Henrique DE BURGO
Henrique DE BURGO
O fecho dos restaurantes e cafés até 31 de janeiro, como medida restritiva associada à propagação da covid-19, e a abertura de algumas cantinas ao público continua a causar alguma perplexidade na população geral.

De acordo com as últimas medidas sanitárias que entraram em vigor no dia 11 de janeiro, com a reabertura das escolas, as cantinas voltaram também a funcionar para os alunos. A responsável de comunicação do Ministério da Educação, Myriam Bamberg, confirmou hoje à Rádio Latina que as cantinas escolares funcionam com quatro pessoas, no máximo, por mesa, com uso de máscara desde o trajeto até ao momento em que se sentam à mesa e com lavagem das mãos, sendo proibido os 'buffets self-service'.

Já o site da Universidade do Luxemburgo refere que tem em funcionamento três cantinas, em Belval (Food House), Kirchberg (Altius et Brasserie John's) e Limpertsberg (Um Weier).

Segundo a lei em vigor (artigo 3 do segundo capítulo), estas cantinas são exceções ao fecho de estabelecimentos que servem refeições e bebidas.

No entanto, e tal como acontece com os restaurantes, o serviço 'take away' é possível também nas cantinas das empresas e dos hospitais. É o caso do grupo hospitalar Robert Schuman, que confirmou à Radio Latina que as pessoas têm acesso às refeições, mas não podem permanecer no local.

Questionada pelos jornalistas durante o recente anúncio do prolongamento do fecho de restaurantes e cafés até 31 de janeiro, a ministra da Saúde, Paulette Lenert, justificou que, ao contrário de outros estabelecimentos comerciais que reabriram, o setor da restauração representa "um perigo maior na propagação do novo coronavírus".

Como reação, federação do setor, a Horesca, disse que "nunca foram revelados dados científicos" sobre o encerramento de restaurantes, cafés e estabelecimentos similares e pediu explicações à ministra.

Em novembro passado, a Comissão Consultiva para os Direitos do Homem (CCDH) tinha também criticado a falta de coerência ao ver restaurantes e cafés encerrados enquanto cantinas escolares estavam abertas. A CCDH pediu explicações e dados científicos sobre esta diferenciação, mas segundo disse à Rádio Latina a secretária-geral do organismo, Fabienne Rossler, desde essa altura e até ontem "a CCDH não recebeu dados científicos do Governo".

Questionado também pela Rádio Latina sobre esta matéria, o diretor do Instituto de Saúde do Luxemburgo, Ulf Nehrbass, garantiu que também não tem esses estudos científicos, remetendo para o Ministério da Saúde.

A Rádio Latina também pediu esses dados ao Ministério da Saúde, mas na resposta recebeu outros documentos (um comunicado de imprensa, um relatório semanal da situação pandémica e vários gráficos sobre a incidência de casos positivos), além de uma curta explicação sobre o fecho de cafés e restaurantes.

Segundo o Ministério da Saúde, "cafés e restaurantes são locais de encontro e relaxamento, onde as pessoas se encontram, comem, bebem e falam juntas (sem máscara) num espaço fechado (à mesa e menos de dois metros)".

Na sua curta resposta, o Ministério da Saúde conclui que "todos esses fatores constituem contacto social próximo e, portanto, principais fatores de risco para a propagação do vírus".

No entanto, e mesmo com esta explicação, continua-se sem se perceber porque é que as cantinas escolares não são também consideradas local de contacto social próximo com risco para a propagação do vírus, quando têm como condição quatro pessoas por mesa e uso de máscara até momento de se sentar à mesa, tal como os restaurantes tinham antes do fecho.

O setor da horeca está encerrado desde 26 de novembro de 2020 e deverá totalizar 125 dias de fecho forçado desde o início da pandemia.

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