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Falências sobem 30% no Luxemburgo
Economia 2 min. 13.07.2016 Do nosso arquivo online
Empresas

Falências sobem 30% no Luxemburgo

As lojas Meng Drogerie encerraram em Maio
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Falências sobem 30% no Luxemburgo

As lojas Meng Drogerie encerraram em Maio
Foto: Pierre Matgé
Economia 2 min. 13.07.2016 Do nosso arquivo online
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Falências sobem 30% no Luxemburgo

As falências estão a aumentar no Luxemburgo. No primeiro semestre deste ano, foram 533 as empresas que fecharam portas, o que representa um aumento de 30%, face ao mesmo período do ano passado.

As falências estão a aumentar no Luxemburgo. No primeiro semestre deste ano, foram 533 as empresas que fecharam portas, o que representa um aumento de 30%, face ao mesmo período do ano passado.

De acordo com os dados divulgados pelo Creditreform Luxembourg, a tendência tem sido de quebra no número de insolvências, mas desta vez, voltou a 500, valores registados em 2012 e 2013.

Na Europa, as falências têm vindo a cair como na Bélgica (com uma redução de 9,1%) e na Alemanha (-6,8%). A continuar assim, não é de excluir a possibilidade de o número de insolvências ultrapassar os quatro dígitos.

Fazendo uma análise por sector, 65% das falências pertence aos serviços. Este é o sector mais afectado e onde as insolvências mais subiram. Nos primeiros seis meses do ano, fecharam 347 empresas naquele sector, um aumento de mais de 58% face ao primeiro semestre de 2015.

No comércio, o número de empresas falidas também subiu, embora de forma menos expressiva: 10%, prejudicando 146 empresas. O fecho da Meng Drogerie em Maio deste ano foi um dos maiores naquele sector, afectando cerca de 80 trabalhadores. A Creditreform destaca ainda o encerramento da loja de mobiliário AB Marketing, com 61 trabalhadores a ficarem sem emprego, e a empresa Alpha Trade, fundada em 1997, que dispensou 57 empregados.

O sector da construção foi um dos menos afectado: houve uma quebra de 31% nas insolvências, para 38. O sector da produção teve uma queda de 50%, nas falências, com dois encerramentos de actividade.

Na sua maioria, são empresas com mais de cinco anos (em 66% dos casos). No entanto, verifica-se um aumento maior no número de empresas jovens – com menos de cinco anos: foram 179 as insolvências, ou seja, um acréscimo de 42%. Ainda assim, a Creditreform afirmou em comunicado que, apesar do aumento, “as iniciativas do Governo para favorecer a criação de empresas tiveram um efeito positivo nas start-ups”.

Mas apesar de as falências terem aumentado, os empresários estão mais confiantes em relação à competitividade do país.

As últimas estimativas do “Luxembourg Business Compass”, da consultora KPMG, indicam que a confiança atingiu um valor recorde desde que o balanço começou a ser feito há sete anos. Os empresários, no entanto, são menos unânimes quanto às reformas do Governo e mantêm-se expectantes em relação à nova reforma de impostos sobre as empresas.