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Empresários portugueses do Luxemburgo podem concorrer aos fundos da 'bazuca'
Economia 2 min. 16.11.2022
Negócios

Empresários portugueses do Luxemburgo podem concorrer aos fundos da 'bazuca'

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Empresários portugueses do Luxemburgo podem concorrer aos fundos da 'bazuca'

Foto: DR
Economia 2 min. 16.11.2022
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Empresários portugueses do Luxemburgo podem concorrer aos fundos da 'bazuca'

Madalena QUEIRÓS
Madalena QUEIRÓS
Um bolo de fundos comunitários de mais de 16 mil milhões de euros está disponível para empresas de portugueses no Luxemburgo. O Escala Business Club que acaba de ser lançado pode ajudar a concorrer a estes fundos.

Ao todo são 16,6 mil milhões de euros e destes mais de 14 mil milhões de euros a fundo perdido para financiar projetos de investimento que estão previstos no Programa de Recuperação e Resiliência (PRR) aprovado em Bruxelas. 

Verbas a que podem concorrer os empresários de nacionalidade portuguesa, mesmo que não vivam em Portugal. A novidade foi avançada por António Gamito, embaixador de Portugal no Luxemburgo. O apelo aos empresários portugueses no Luxemburgo para que concorram a estes fundos foi feito na sessão de lançamento do Escala Business Club, que aconteceu na passada sexta-feira na Câmara de Comércio no Luxemburgo.


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O Escala Business Club é um projeto privado que tem como missão desenvolver negócios no Luxemburgo, Portugal e na Grande Região, que integra a Alemanha, a França e a Bélgica. A ideia de "um grupo de sete magníficos", descreveu António Gamito começou durante a pandemia, mas só em 2022 é que é lançado oficialmente. "É nos momentos mais duros e críticos que se pode ver a coragem dos empreendedores para ultrapassar os problemas", afirmou o embaixador.

Orlando Pinto, do grupo Sopinor, Carlos Marques, do Grupo Excelia, Michel Bastos, do grupo Albalux Credit, Bruno Silva, do Bexeb, Remy Manso, do Manso Group, Toni Travessa e José Campinho, da revista Decisão, são os empreendedores que fundaram este clube de negócios.

"Há muitas oportunidades disponíveis e tem que se juntar este potencial em diferentes setores económicos, criando um interface entre Portugal e o Luxemburgo e a Grande Região", afirmou o embaixador durante a sessão de apresentação deste clube. "Há muitas empresas portuguesas interessadas em desenvolver negócios no Luxemburgo que é um pequeno território, mas que está perto de grandes mercados", acrescentou Gamito que sublinhou que "este Business Club é uma novidade" no meio empresarial internacional. 

Rui Almas, diretor da AICEP para o Benelux sublinhou na sua intervenção que António Gamito "criou uma nova etapa nas relações entre Portugal e o Luxemburgo". "Este business club pode fazer muitas coisas nas relações económicas entre os dois países", acrescentou. Para um dos fundadores, José Campinho, este "é um clube aberto a todas as nacionalidades e que tem no seu ADN sublinhas a importância de se trabalhar em conjunto".  Até porque a "união faz a força", acrescentou Orlando Pinto da Sopinor.

"Porque é que não há mulheres neste grupo de sete magníficos?”, foi a questão lançada no final da sessão por Mili Fernandes Tach. José Campinho respondeu que "o grupo nasceu de um grupo de amigos que habitualmente se reuniam, mas que está aberto à participação de mulheres".

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