Escolha as suas informações

Embargo ao petróleo russo. Orbán não quer discutir boicote
Economia 24.05.2022
Sanções à Rússia

Embargo ao petróleo russo. Orbán não quer discutir boicote

Sanções à Rússia

Embargo ao petróleo russo. Orbán não quer discutir boicote

Shutterstock
Economia 24.05.2022
Sanções à Rússia

Embargo ao petróleo russo. Orbán não quer discutir boicote

Telma MIGUEL
Telma MIGUEL
Conselho Europeu reúne-se para a semana sem que haja ainda acordo sobre o fim da importação de petróleo russo até ao final do ano.

Vinte dias passaram desde que Von der Leyen apresentou uma proposta urgente de um embargo total ao petróleo russo até ao fim do ano e ainda não há luz verde. Esta terça-feira, fonte oficial do Conselho Europeu confirmou que o primeiro-ministro húngaro, Viktor Orbán, enviou uma carta ao presidente desta instituição, Charles Michel, recusando discutir a questão na próxima reunião de líderes europeus em Bruxelas, na próxima semana.

Logo após o anúncio da proposta de embargo ao petróleo russo, Orbán disse que uma decisão dessas corresponderia a uma “bomba atómica para a economia húngara”. Segundo vários relatos - nas inúmeras discussões entre representantes dos países - foram apresentadas várias alternativas à Hungria, desde financiamento para a ligação a um pipeline através do Mediterrâneo, até a um prazo muito mais dilatado (que podia ir até dois anos) de o país deixar de importar crude e derivados da Rússia.


Embargo da UE ao petróleo russo possível "dentro de dias", diz Berlim
O ministro da Economia alemão reconheceu, no entanto, que a medida ainda não é consensual no seio da UE.

Até ao momento não há reação formal do Conselho Europeu a este novo impasse. Um representante desta instituição referiu que as consultas a todos os líderes europeus continuam, admitindo que esta carta de Orbán poderá não ser um ponto final na discussão. 

  100% do petróleo consumido na Hungria vem da Rússia  

Na carta recebida por Charles Michel, Orbán defende que não irá assinar o sexto pacote de sanções (com várias medidas, mas no qual o embargo ao petróleo é a mais contundente) sem detalhes muito precisos de como os fundos europeus vão ajudar Budapeste a abandonar a dependência russa. Recorde-se que 100% do petróleo consumido na Hungria vem da Rússia através de pipeline.

A adoção do pacote de sanções tem que ser feita por unanimidade dos países. Por isso, se a palavra final de Orbán for uma recusa, o embargo da UE ao petróleo que financia a guerra de Putin deixará de ser uma realidade.

 

 

 

Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas

A poucos dias, ainda não se sabe e os diplomatas vão ter nova reunião no domingo. O que se sabe é que num conselho dedicado à crise energética, segurança alimentar e militar provocadas pela guerra na Ucrânia, Zelensky fará uma intervenção por vídeo. O secretário-geral da União Africana, Macky Sall, é outro dos convidados por causa da fome que a falta de cereais pode provocar em África.