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Economista Yanis Varoufakis apela a boicote à Amazon durante Black Friday
Economia 1 3 min. 26.11.2020

Economista Yanis Varoufakis apela a boicote à Amazon durante Black Friday

Economista Yanis Varoufakis apela a boicote à Amazon durante Black Friday

AFP
Economia 1 3 min. 26.11.2020

Economista Yanis Varoufakis apela a boicote à Amazon durante Black Friday

Ana B. Carvalho
Ana B. Carvalho
O Luxemburgo faz parte da lista de cidades que se unem à onda de protestos internacionais que exigem melhores salários e condições de trabalho.

O economista Yanis Varoufakis apelou a um boicote de um dia à Amazon durante o Black Friday, esta ano a 27 de novembro, uma vez que sindicalistas, ativistas ambientais, ativistas da privacidade e defensores da justiça fiscal planeiam acções coordenadas contra os estabelecimentos locais e cadeia de abastecimento da empresa. 

A campanha "Fazer a Amazon pagar" assume-se contra o novo tecnofeudalismo e é coordenada pela Progressive International, uma iniciativa global que reúne grupos progressistas de esquerda, políticos e intelectuais, incluindo Varoufakis, Noam Chomsky e Bernie Sanders.

O sucesso da Amazon durante a pandemia do coronavírus, que a um dado momento, terá feito vendas de 9.234 euros por segundo, inflacionou vastamente o preço das suas acções, aumentando a riqueza pessoal do seu chefe executivo, Jeff Bezos, o homem mais rico do mundo, em cerca de 58 mil milhões de euros. A Bloomberg estima que a sua riqueza atual seja de 156 mil milhões de dólares. 

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Num vídeo online, Varoufakis pediu, em nome do Movimento Democracia na Europa 2025 a quem o assiste para que "nem sequer visitem" o website da Amazon durante a Black Friday, dia que inaugura tradicionalmente nos Estados Unidos a temporada de compras natalícias com significativas promoções em muitas lojas (adotado em praticamente todo mundo) e que se revela o dia mais rentável do ano para a indústria retalhista.

"Ao boicotar a Amazon estará a acrescentar a sua força a uma coligação internacional de trabalhadores e ativistas", aponta. "A Amazon não é uma mera empresa. Não é uma mera mega-empresa monopolista". É muito mais, e muito pior, do que isso. É o pilar de um novo tecnofeudalismo", sob uma bandeira de "fazer a Amazon pagar", as acções na Black Friday pretendem ser o início de uma campanha contra o registo da empresa em matéria de direitos dos trabalhadores, impacto ambiental, evasão fiscal, trabalho com a polícia e autoridades de imigração, e o que os ativistas dizem ser invasões de privacidade através da sua crescente gama de dispositivos ligados à Internet. 

A campanha é coordenada pela Progressive International, está a ser apoiada pela UNI Global, uma federação sindical que representa 20 milhões de trabalhadores, incluindo o sindicato britânico GMB. 


Funcionários acusam Amazon de ameaças por criticarem política climática da empresa
“Alguns funcionários receberam mensagens de correio eletrónico nas quais eram ameaçados com despedimento se continuavam a falar sobre os negócios” da empresa de venda de produtos pela internet, apontou a associação de trabalhadores.

Casper Gelderblom, líder da campanha da Progressive International, afirmou: "Empresas de triliões de dólares como a Amazon têm demasiado poder e são demasiado grandes para que um único governo, sindicato ou organização possa controlar. É por isso que trabalhadores, cidadãos e ativistas estão a juntar-se através das fronteiras e questões para recuperar o poder". Um conjunto de exigências submetidas à Amazon pela Progressive International e assinadas pela Oxfam, 350.org, Greenpeace e a Rede de Justiça Fiscal, afirmou: "Os trabalhadores dos armazéns da Amazon arriscaram as suas vidas como trabalhadores essenciais, e só há pouco tempo receberam um aumento de salário". 

As primeiras acções deverão ter lugar em Sydney, Austrália, com protestos nas instalações da Amazon por parte dos sindicatos SDA e TWU. Estão também previstos protestos nas Filipinas, Bangladesh, Índia, Polónia, Itália, Suécia, Luxemburgo, França, EUA e Brasil. Na Alemanha, o sindicato Verdi organizou greves de três dias nos armazéns da Amazon, exigindo melhores salários e condições de trabalho. 

No Reino Unido, onde os protestos são efetivamente proibidos ao abrigo dos regulamentos de prevenção da pandemia, os membros da GMB organizarão um comício online. Os apoiantes estão a ser convidados a apoiar as exigências e a doar fundos para a greve dos trabalhadores da Amazon.

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