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Economia chinesa cresceu em 2019 ao ritmo mais lento em quase 30 anos
Economia 2 min. 17.01.2020 Do nosso arquivo online

Economia chinesa cresceu em 2019 ao ritmo mais lento em quase 30 anos

Economia chinesa cresceu em 2019 ao ritmo mais lento em quase 30 anos

Foto: AFP
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Economia chinesa cresceu em 2019 ao ritmo mais lento em quase 30 anos

A economia chinesa, a segunda maior do mundo, cresceu 6,1%, em 2019. Este é o ritmo mais baixo em quase 30 anos, e reflete um aumento débil do consumo interno e uma prolongada guerra comercial com Washington.

A economia chinesa, a segunda maior do mundo, cresceu 6,1%, em 2019. Este é o ritmo mais baixo em quase 30 anos, e reflete um aumento débil do consumo interno e uma prolongada guerra comercial com Washington.

Dados oficiais divulgados hoje representam uma desaceleração de cinco décimas, face ao crescimento registado em 2018, que tinha sido já o mais baixo desde 1990. O crescimento económico para o período entre outubro e dezembro fixou-se nos 6%, igual ao trimestre anterior.

O ritmo de crescimento económico atingiu, este ano, o nível mais baixo da meta estipulada pelo Partido Comunista, de "entre 6 e 6,5%".

A liderança chinesa está a encetar uma transição no modelo económico do país, visando uma maior preponderância do setor dos serviços e do consumo, em detrimento das exportações e construção de obras públicas.

Mas a desaceleração tem sido mais acentuada do que o previsto, levando Pequim a reduzir as restrições no acesso ao crédito e a aumentar a despesa pública, visando evitar a destruição de empregos, o que poderia resultar em instabilidade social.

Os exportadores chineses ressentiram-se com um aumento das taxas alfandegárias impostas pelos Estados Unidos, parte de disputas comerciais suscitadas pelas ambições para o setor tecnológico e o superavit comercial da China, embora o impacto geral sobre a economia tenha sido menor do que esperavam alguns analistas.

Pequim e Washington assinaram esta semana um acordo parcial, que representa uma trégua na guerra comercial, mas que não anula a maior parte das taxas punitivas impostas pelos EUA sobre 360 mil milhões de dólares (323 mil milhões de euros) de produtos importados da China e exclui reformas profundas no sistema económico chinês, incluindo a atribuição de subsídios às empresas domésticas.

A atividade da indústria manufatureira, o consumo interno e o investimento enfraqueceram em 2019, face ao ano anterior.

O Gabinete Nacional de Estatísticas chinês observou que a economia da China se manteve estável, durante um período difícil, mas alertou para os riscos internos que envolvem "problemas estruturais, sistemáticos e cíclicos".

A taxa de natalidade do país, o mais populoso do mundo, caiu também para um novo recorde mínimo de 1,05%, em 2019, um sinal ameaçador para um país que vai começar a enfrentar uma escassez de trabalhadores jovens nas próximas décadas.

Em termos nominais, a riqueza total da China ascendeu, no ano passado, a 99,09 biliões de yuan (12,94 biliões de euros).

Lusa/Contacto


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