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Doações de Luxemburgo e Portugal a países mais pobres entre as que mais caíram em 2020
Economia 2 min. 14.04.2021

Doações de Luxemburgo e Portugal a países mais pobres entre as que mais caíram em 2020

Doações de Luxemburgo e Portugal a países mais pobres entre as que mais caíram em 2020

Foto: Dimitar Dilkoff
Economia 2 min. 14.04.2021

Doações de Luxemburgo e Portugal a países mais pobres entre as que mais caíram em 2020

Ana TOMÁS
Ana TOMÁS
Segundo dados da OCDE, os dois estados estão no grupo daqueles que menos contribuíram para a ajuda ao desenvolvimento de países menos ricos, durante a pandemia.

A ajuda ao desenvolvimento de estados mais pobres diminuiu, no último ano, em 13 países que habitualmente destinam montantes para esse efeito. O Luxemburgo e Portugal fazem parte desse grupo, segundo os dados preliminares de 2020 do Comité de Ajuda ao Desenvolvimento (CAD) da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), divulgados esta terça-feira, em Paris.

Entre o grupo dos 13, os dois países estão entre os que registaram as maiores quebras nas contribuições, a par da  Austrália, Grécia, Itália, Coreia do Sul e Reino Unido.

A quebra no Luxemburgo foi -9.2%, sobretudo devido à diminuição das ajudas nos programas bilaterais, sinaliza a OCDE. Em Portugal, a descida foi -10.6%, resultante de uma diminuição das contribuições para organizações multilaterais, de acordo com o organismo.

Enquanto Portugal destinou à Ajuda Pública ao Desenvolvimento, em 2020, cerca de 385 milhões de dólares (cerca de 323 milhões de euros), comparado com os 410 milhões de dólares (cerca de 345 milhões de euros) de 2019, o Luxemburgo destinou, o ano passado, 450 milhões de dólares (377 milhões de dólares),  face aos 472 milhões de dólares em 2019 (396 milhões de euros).

Apesar do decréscimo nos montantes destinados a ajudar programas noutros países menos desenvolvidos, o Luxemburgo mantém-se no grupo dos países em que essa ajuda corresponde a uma maior percentagem da Renda Nacional Bruta.

De acordo com os dados da OCDE, a percentagem do Grão-Ducado é de 1,02%, superior à meta de 0,7% das Nações Unidas (ONU) para o rácio APD/RNB. Tabém a Alemanha (0,73%), a Dinamarca (0,73%), a Noruega (1,11%), o Reino Unido (0,70%) e Suécia (1,14%) figuram nesse grupo. A de Portugal é de 0,17%.

Numa tendência oposta à do Luxemburgo e de Portugal, a ajuda cresceu em 16 países. Neste grupo, Canadá, Finlândia, França, Alemanha, Islândia, Hungria, Noruega, República Eslovaca, Suécia e Suíça foram os que registaram os maiores aumentos nos orçamentos destinados a apoiar os países em desenvolvimento, no primeiro ano da pandemia.

As conclusões preliminares do relatório da OCDE indicam ainda que, no geral, os países contribuintes gastaram 12 mil milhões de dólares (10 mil milhões de euros) em apoios relacionados com a covid-19, enquanto as instituições da União Europeia doaram 9 mil milhões de dólares (7,5 mil milhões de euros).   

Em termos globais, os Estados Unidos da América continuam a ser o maior doador (35,5 mil milhões de dólares), seguidos da Alemanha (28,4 mil milhões), do Reino Unido (18,6 mil milhões de dólares), Japão (16,3 mil milhões) e França (14,1 mil milhões).

Os países do G7, as maiores economias mundiais, foram responsáveis por 76% do total da ajuda pública ao desenvolvimento e o total dos países da UE que integram o CAD foi de 45%.  

 


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