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Dia da Mulher. Grupo alerta para situação fiscal das mães solteiras
Economia 08.03.2021 Do nosso arquivo online

Dia da Mulher. Grupo alerta para situação fiscal das mães solteiras

Dia da Mulher. Grupo alerta para situação fiscal das mães solteiras

Foto: Pierre Matgé/Luxemburger Wort
Economia 08.03.2021 Do nosso arquivo online

Dia da Mulher. Grupo alerta para situação fiscal das mães solteiras

Diana ALVES
Diana ALVES
Segundo as contas do Coletivo Monoparental, uma mãe solteira com um filho e com um rendimento bruto anual de 50.400 euros paga mais 5.431 em impostos do que um casal sem filhos e com o mesmo rendimento.

Aproveitando o Dia da Mulher, que se assinala esta segunda 8 de março, o Coletivo Monoparental volta a alertar para a situação fiscal das famílias monoparentais no Luxemburgo. Um aviso que diz lançar pela "enésima vez" face à "discriminação fiscal de que estas famílias são alvo", e em que as mulheres são as principais vítimas.

Numa carta aberta ao Governo, o grupo lembra que o Executivo se comprometeu em 2018 a reformar o regime fiscal, que, segundo diz, é "injusto e faz com que os progenitores solteiros com filhos paguem mais impostos do que os casais casados, mesmo sem filhos". O coletivo lamenta assim que, desde então, nada tenha sido feito para pôr fim a um sistema que considera estar a "asfixiar as famílias monoparentais e a classe média".

Na missiva, o grupo lembra ainda que as mães solteiras são as principais vítimas deste regime que as faz "pagar até três vezes mais do que um casal casado ou em união de facto, sem filhos, e que disponha do mesmo rendimento bruto ou até de um rendimento superior". Segundo as contas do coletivo, uma mãe solteira com um filho e com um rendimento bruto anual de 50.400 euros paga mais 5.431 em impostos do que um casal sem filhos e com o mesmo rendimento.


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O Coletivo Monoparental reivindica novamente uma reforma fiscal que "corrija esta injustiça", já que, ainda segundo os cálculos, apenas um terço das famílias monoparentais beneficia do chamado 'crédito de imposto monoparental', criado para compensar um mês por ano de tributação excessiva, uma medida que o grupo classifica de "insignificante".

A organização volta a apelar ao Governo um reajuste da situação o mais rapidamente possível, advertindo que a crise sanitária veio acentuar ainda mais as desigualdades, prejudicando sobretudo as famílias monoparentais.  

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