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Desligar ou baixar o aquecimento? O que fazer para poupar energia
Economia 3 min. 17.11.2022
Crise energética

Desligar ou baixar o aquecimento? O que fazer para poupar energia

Crise energética

Desligar ou baixar o aquecimento? O que fazer para poupar energia

Foto: picture alliance/dpa
Economia 3 min. 17.11.2022
Crise energética

Desligar ou baixar o aquecimento? O que fazer para poupar energia

AFP
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É uma questão aparentemente simples, mas que preocupa muitas famílias. Saiba os critérios a ter em conta.

É uma questão aparentemente simples, mas que preocupa muitas famílias, ansiosas por poupar dinheiro em plena escalada dos preços da energia: Devemos reduzir a temperatura ou desligar o aquecedor quando estamos fora de casa? 


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A resposta depende da duração da ausência e de outros parâmetros. Eis o que tem de ter em conta para tomar a melhor decisão:

Duração da sua ausência

Quer saia de casa por algumas horas ou alguns dias, basta baixar a temperatura do seu radiador em alguns graus. De acordo com a agência francesa para a transição ecológica (Ademe, no acrónimo original), menos um grau no aquecimento "reduz o consumo em 7%". 

Se estiver fora durante o dia, pode baixar o aquecimento de 19 para 16°C, aconselha a Ademe. Se estiver ausente por vários dias, pode baixá-lo para 14°C. Isto "evita que se use demasiada potência ao reiniciar", explica Cyril Radici, CEO da Synasav, sindicato francês de profissionais de manutenção de aquecimento.

Se vai estar fora durante várias semanas, é aconselhável colocar os seus radiadores em modo "sem geadas", para evitar que a casa desça abaixo dos 8°C.

Meteorologia do dia

Se for "um dia soalheiro de outono", pode desligar completamente o aquecimento antes de o reiniciar "quando regressar à noite", explica Florence Clément, da Ademe.

Mas, se estiver muito frio, deve manter os seus radiadores ligados e simplesmente baixar a temperatura em alguns graus, mais uma vez para evitar um pico de consumo quando os voltar a ligar.


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Programação de equipamentos

Para casas com aquecimento individual, "o termóstato programável é essencial", explica a Ademe. Ligado à caldeira, permite que a casa seja mantida a uma temperatura constante. Atualmente, existam termóstatos que podem ser programados remotamente via smartphone. Custam entre 60 e 250 euros e podem poupar "até 15% de energia".

As válvulas termostáticas podem ser instaladas em radiadores de água para ajustar a temperatura em cada divisão.

As soluções interconectadas estão a aumentar. A Sowee, fornecedora de energia e filial da EDF, oferece um dispositivo que permite adaptar o consumo para "poupar até 25%", segundo a CEO Tiphaine Bougeard. Para este inverno, é mesmo possível "ficar fora" da rede elétrica baixando os radiadores para "12 graus durante uma hora durante o pico de consumo".

Em habitações com aquecimento coletivo, "é possível individualizar os custos de aquecimento a fim de pagar encargos o mais próximos possível do consumo", acrescenta Florence Clément, em particular através da instalação de contadores individuais de energia térmica.

Manutenção de caldeiras

A manutenção do seu equipamento "é a chave", aconselha Cyril Radici. Segundo o responsável, 25% dos lares estão "sem contrato de manutenção" e uma caldeira mal regulada pode fazer subir os custos.

Embora os radiadores elétricos sejam mais baratos do que um sistema de aquecimento de água quente (caldeira a gás, madeira, óleo, caldeira elétrica ou bomba de calor), consomem mais energia. Portanto, o aquecimento de água quente é "um investimento mais interessante a longo prazo", diz Cyril Radici.

Isolamento das casas

Para evitar perdas de calor, é aconselhável fechar as persianas à noite, instalar cortinas grossas e veda portas e fechar as portas das divisões que não são muito aquecidas.


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A inércia térmica da casa (capacidade de armazenar o calor e de o restituir aos poucos)  é também um fator: quanto mais pesados e densos são os materiais de construção (betão, tijolos, pedra, etc.), mais absorvem e armazenam calor, e podem transmiti-lo gradualmente. Demoram algum tempo a atingir a temperatura, mas "retêm-no e libertam-no durante vários dias, limitando as necessidades de aquecimento", de acordo com a fornecedora de energia Engie.

Mas no final, a inércia e os pequenos gestos individuais "pouco importam". "Se a casa estiver mal isolada", "não terão qualquer impacto", avisa Florence Clément.

"Não queremos dar falsas esperanças, os comportamentos ecológicos não são suficientes". Por isso é necessário sobretudo "pensar no isolamento e na renovação energética" para "gerir este inverno, mas também os que virão".

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