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Déi Lénk. Mexer no ‘index’ vai sair caro ao Luxemburgo
Economia 05.08.2022
Statec

Déi Lénk. Mexer no ‘index’ vai sair caro ao Luxemburgo

Segundo as projeções do Statec, a evolução da inflação poderá fazer com que a indexação seja acionada duas vezes antes de abril de 2023.
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Déi Lénk. Mexer no ‘index’ vai sair caro ao Luxemburgo

Segundo as projeções do Statec, a evolução da inflação poderá fazer com que a indexação seja acionada duas vezes antes de abril de 2023.
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Economia 05.08.2022
Statec

Déi Lénk. Mexer no ‘index’ vai sair caro ao Luxemburgo

Diana ALVES
Diana ALVES
Para o Déi Lénk, a “única solução razoável” face à inflação atual é o restabelecimento do sistema de indexação salarial.

Com base nas previsões do Instituto Nacional de Estatística (Statec), que apontam para que a próxima parcela do ‘index’ ocorra no quarto trimestre deste ano, o partido da oposição exige que a tranche seja paga e não adiada, como aconteceu em julho.

Num comunicado divulgado no seu site, o Déi Lénk alerta que “representantes da maioria governamental começam já a preparar o terreno para as próximas manipulações do sistema de indexação automática dos salários”. Para a esquerda, não há dúvidas: mexer no ‘index’ foi um “erro sério”. 

Segundo as projeções do Statec, a evolução da inflação poderá fazer com que a indexação seja acionada duas vezes antes de abril de 2023, data que que a parcela de julho passado será paga aos trabalhadores e reformados. Na nota divulgada aos ‘media, o Déi Lénk diz que aquilo que o Governo fez no início do ano foi “abrir uma caixa de pandora” e que isso “vai sair caro ao país e à população”. 

 Governo deveria criar ajudas específicas para as pequenas empresas  

O partido antevê tempos difíceis. Por um lado a eventual acumulação de mais do que uma parcela do ‘index’ obrigará as empresas a terem de suportar vários pagamentos em simultâneo; por outro, os cofres do Estado vão sofrer com o pagamento do crédito fiscal de energia, criado para compensar o adiamento da indexação.

O partido considera que voltar a adiar a indexação é dar ainda mais prendas ao patronato, incluindo as empresas que praticamente não têm custos energéticos e que registam grandes lucros. O Déi Lénk entende que o Governo deve, isso sim, criar ajudas específicas para as pequenas empresas que “estão de facto numa situação difícil” e para os agregados mais vulneráveis.

O partido sublinha ainda que os agregados familiares estão a perder poder de compra de dia para dia, acrescentando que adiar o pagamento da próxima parcela só vai agravar o problema, reclamando por isso que o mecanismo de indexação seja restabelecido.

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