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Déi Lénk. "Greve na Eurofoil parece inevitável"
Economia 05.05.2021

Déi Lénk. "Greve na Eurofoil parece inevitável"

Déi Lénk. "Greve na Eurofoil parece inevitável"

Foto: DR
Economia 05.05.2021

Déi Lénk. "Greve na Eurofoil parece inevitável"

Henrique DE BURGO
Henrique DE BURGO
Com uma "carteira de encomendas em crescimento" e com uma "boa situação económica", a estratégia de gestão da Eurofoil é questionada pelo déi Lénk.

A empresa de alumínios faz parte do fundo de investimento norte-americano 'American Industrial Aquisition Corporation' (AIAC), que detém participações na Boeing, Pfizer, Siemens e no grupo Suez.  

Depois do último piquete de protesto de trabalhadores e sindicatos, no passado sábado, a greve poderá ser o próximo passo para desbloquear o braço de ferro entre a direção da empresa e os sindicatos. Este é pelo menos o cenário previsto pelo partido déi Lénk, que avança que a greve na empresa "parece inevitável". 

Segundo um comunicado divulgado esta terça-feira, o partido de esquerda revela que "93% dos sindicalistas votaram a favor da greve" e "os funcionários da Eurofoil estão prontos para defender a sua convenção coletiva".

Os sindicatos OGBL e LCGB acusam a direção da empresa de querer mexer no contrato de trabalho coletivo, pondo em causa quase todos os direitos sociais dos trabalhadores. Entre eles, a direção da Eurofoil manifestou querer reduzir o número de dias de licença para o mínimo de 26 dias, abolir o 13º mês, os prémios de antiguidade ou o subsídio de férias.

Depois da oposição dos sindicatos, algumas propostas foram retiradas pela direção, havendo outras que ainda persistem e que prevêem criar "duas classes de trabalhadores".

Após dois piquetes de protesto e várias reuniões com o gabinete nacional de conciliação sem resultados definitivos, o déi Lénk refere que vai apoiar os trabalhadores que decidiram optar pela greve, já que "a administração não lhes dá escolha". 

A empresa Eurofoil Luxembourg integra o fundo de investimento norte-americano 'American Industrial Aquisition Corporation' (AIAC), que detém participações na Boeing, Pfizer, Siemens e no grupo Suez. Com uma "carteira de encomendas em crescimento" e com uma "boa situação económica", a estratégia de gestão da Eurofoil é questionada pelo déi Lénk. 

O partido de esquerda refere que o fundo de investimento tem como objetivo gerar lucros para os seus acionistas, em detrimento dos benefícios sociais dos trabalhadores. E acusa, assim, a Eurofoil de pôr em causa não só a sua própria convenção coletiva, como também o modelo social luxemburguês.  

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