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Crescimento económico e redução do défice levam S&P a tirar Portugal do lixo
Economia 3 min. 16.09.2017 Do nosso arquivo online
Economia

Crescimento económico e redução do défice levam S&P a tirar Portugal do lixo

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Crescimento económico e redução do défice levam S&P a tirar Portugal do lixo

Foto: AFP
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Crescimento económico e redução do défice levam S&P a tirar Portugal do lixo

A economia a crescer 2% em média até 2020, um défice de 1,5% este ano e menos riscos no acesso ao financiamento levaram a agência de notação financeira Standard & Poor's (S&P) a tirar Portugal do 'lixo'.

A economia a crescer 2% em média até 2020, um défice de 1,5% este ano e menos riscos no acesso ao financiamento levaram a agência de notação financeira Standard & Poor's (S&P) a tirar Portugal do 'lixo'.

A S&P decidiu hoje rever em alta o 'rating' atribuído à dívida soberana portuguesa de 'BB+', a nota mais elevada de não investimento, para 'BBB-', a mais baixa de investimento, dispensando o passo intermédio habitual de subir a perspetiva, de 'estável' para 'positiva' antes de o fazer.

"A revisão em alta reflete a melhoria das previsões para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) português entre 2017 e 2020, bem como o progresso sólido que o país fez em diminuir o défice orçamental e um menor risco de uma deterioração nas condições de financiamento externas", afirma a agência de notação numa nota divulgada hoje.

Entre os argumentos da S&P para rever o 'rating' está o crescimento económico por quatro anos consecutivos e a perspetiva de que a economia portuguesa cresça 2,2% em média até 2020: 2,8% este ano e 2,3% em 2018.

A agência destaca também o foco do Governo em "fortalecer o sistema bancário português e a consolidação orçamental", recordando que o executivo socialista "cumpriu o seu objetivo orçamental ambicioso" de 2016 e "parece que o vai fazer novamente este ano, apoiado pela aceleração do crescimento económico e incluindo o impacto positivo do mercado de trabalho no balanço da Segurança Social".

Em resultado de uma consolidação orçamental contínua, que a S&P espera que o Governo mantenha, a dívida pública líquida "deverá diminuir" até 2020, antecipa.

Entre outros aspetos positivos destacados está a queda da taxa de desemprego, que a agência de notação financeira acredita "advir parcialmente das reformas no mercado de trabalho tomadas pelo anterior Governo" PSD/CDS-PP, durante o programa de ajustamento.

Subida do ‘rating’ vai permitir melhores condições de financiamento  

O primeiro-ministro, António Costa, valorizou  a "boa notícia" que é a subida do ‘rating’ de Portugal por parte da Standard and Poor's (S&P), declarando que esta decisão irá permitir melhores condições de financiamento do país nos mercados.

"Esta notação permite-nos obviamente melhores condições de financiamento", que têm por intuito final a redução do défice e da dívida, de modo a "de um modo duradouro" ser dada continuidade à política atual sem "riscos de novos recuos", declarou o chefe do Governo.

Esse trajeto, prosseguiu Costa, visa colocar o país a crescer "de um modo sólido, a criar emprego, a melhorar o rendimento das famílias portuguesas e, sobretudo, a criar e reforçar as condições de confiança dos investidores" internacionais e nacionais.

O primeiro-ministro desvalorizou ainda as declarações desta noite do presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, que assinalou que sem uma "alteração de governo, muito provavelmente essa melhoria [no ‘rating'] teria ocorrido mais rapidamente".

"É tão verdade como eu dizer que se o governo tivesse mudado mais cedo teríamos saído ainda mais cedo", disse Costa, enaltecendo a reposição de salários, pensões e rendimentos dos portugueses e a "redução para todos" da carga fiscal.

E prosseguiu: "Conseguimos estes resultados virando a página da austeridade".

Com esta revisão em alta para 'BBB-', com perspetiva 'estável', Portugal volta a ter uma notação de investimento, atribuída por uma das três principais agências de 'rating' mundiais.

Desde 2012 que a agência atribuía à dívida soberana portuguesa um rating 'BB+', a nota mais elevada de não investimento, com uma perspetiva 'estável'.


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