Crescimento económico do Luxemburgo começa a desvanecer-se
No verão já tinha havido uma revisão em baixa. Estas retificações estão espelhadas nos títulos que Bruxelas dá aos capítulos dedicados ao país ao longo dos vários relatórios. Há um ano, por exemplo, no topo da págica do capítulo do Luxemburgo lia-se: “Crescimento sustentado e amplo”. No entanto, nas previsões de primavera o ângulo já era outro: “Crescimento volátil, mas com uma forte criação de emprego”. Ora, no relatório hoje divulgado pode ler-se: “A fase de crecimento começa a desvanecer-se”.
A Comissão Europeia explica que depois de abrandar para 1,5% em 2017, o crescimento volta a ganhar robustez este ano: prevê que o Produto interno Bruto (PIB) avance para 3,1%, graças ao consumo privado e ao investimento.
No entanto, a partir deste ano, o crescimento começa a perder gás. E Bruxelas explica porquê. Há vários fatores que afetam a economia. O primeiro é o facto de o comércio mundial estar a perder dinamismo. Desta forma, a expansão económica vai apoiar-se mais na procura interna. Ora, à medida que o crescimento do emprego vai sendo menor e à medida que o impacto das reformas fiscais se dissipa (uma vez que provocou um aumento do rendimento disponível das famílias), a procura interna tenderá a ser mais moderada. E este efeito vai fazer-se sentir no crescimento da economia luxemburguesa.
A Comissão Europeia adverte ainda que uma escalada das tensões comerciais e políticas e um agravar da instabilidade financeira poderia trazer resultados menos positivos para o Grão-Ducado.
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