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Covid-19. Statec diz que Luxemburgo vai perder de 6% a 12% da sua riqueza
Economia 2 min. 29.04.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Statec diz que Luxemburgo vai perder de 6% a 12% da sua riqueza

Covid-19. Statec diz que Luxemburgo vai perder de 6% a 12% da sua riqueza

Foto: LW
Economia 2 min. 29.04.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Statec diz que Luxemburgo vai perder de 6% a 12% da sua riqueza

Madalena QUEIRÓS
Madalena QUEIRÓS
O organismo de estatísticas do Luxemburgo (STATEC) alerta que, num cenário mais pessimista, o desemprego pode chegar aos 9% no Grão-Ducado.

O STATEC traça dois cenários económicos, como consequência da pandemia da Covid-19, que apontam para consequências graves na economia do Luxemburgo. Nos dois casos "as feridas no tecido económico e social este ano serão profundas". O STATEC  estima que haja uma redução da atividade económica que pode ir de 6% a 12%.  No pior dos casos o desemprego poderá chegar aos 9%.

A "crise económica que abalou a totalidade dos países europeus, a grande velocidade, não pode ser abordada no quadro das estatísticas tradicionais", começa por explicar o STATEC, na nota divulgada hoje, e que já foi entregue ao Governo. 

Assim "num ambiente de incerteza, a elaboração de projeções macroeconómicas é muito difícil". Por isso o organismo estatístico do Grão-Ducado "elaborou dois cenários baseados em diferentes perspectivas da evolução da crise sanitária: um primeiro grave, um segundo muito grave", pode ler-se no relatório divulgado esta quarta-feira. 

Nos dois casos "as feridas no tecido económico e social este ano serão profundas". O STATEC  estima que haja uma baixa da atividade económica que pode ir de 6% a 12%.

Assim, "um primeiro cenário batizado de confinamento limitado" aponta para "um forte relançamento da atividade económica, a partir do 3° trimestre" deste ano e "um regresso à normalidade na segunda metade do ano, do ponto de vista sanitário e económico". Neste caso "a forte queda da atividade ec0nómica no 2° trimestre, vai traduzir-se numa queda do Produto Interno Bruto (PIB) de 6% em 2020 e uma retoma de 7% em 2021", prevê o organismo de estatísticas luxemburguês. Uma recuperação que deverá ser mais forte que noutras economias europeias, porque "a economia luxemburguesa é intrinsecamente mais dinâmica, tendo um crescimento potencial, que rondará o dobro da média da zona euro".

Neste cenário "não se equaciona a hipótese de novas vagas de contaminação por Covid-19, o que obrigaria a um novo "lock down" completo".

Um cenário mais grave, com sucessivas vagas de contaminação 


Frédéric Docquier. “O regresso à normalidade levará tempo”
Estamos perante uma crise muito longa que vai levar ao aumento das famílias sem capacidade para pagar as suas dívidas, afirma um dos economistas que coordenou um estudo do LISER sobre os desafios que se avizinham para a economia do Grão-Ducado.

Como os peritos mais otimistas "estimam que uma vacina poderá surgir no melhor dos casos, até ao final de 2020,  um abrandar das medidas de proteção e desconfinamento pode levar a uma segunda vaga de infeção com consequências económicas ainda mais graves", estima o STATEC. Neste caso de "ressurgimento da epidemia" não poderá evitar-se "uma espiral recessiva, deflacionista" que conduzirá a uma redução da atividade económica na zona euro e no Luxemburgo superior a 10% em 2020".

Assim com base nestes dois cenários, elaborados pelo STATEC, a contração do PIB no Luxemburgo pode situar-se entre os 6% e os 12%.


Covid-19. Pandemia faz disparar desemprego no Luxemburgo
O número de desempregados em 31 de Março de 2020 era de 18.398, um aumento de 17,4%, segundo informou a ADEM. A taxa de desemprego é agora de 6,1%.

O que conduzirá a um desacelarar do crescimento do emprego "tal como aconteceu na Grande Recessão de 2008/09". O STATEC estima que "o desemprego poderá chegar aos 7% em 2020 e ultrapassar os 9% no próximo ano".

O STATEC estima, ainda que no cenário de confinamento limitado, o mecanismo de desemprego parcial "contribuirá para manter cerca de 3% dos empregos. No cenário mais dramático "nenhuma hipótese foi equacionada para o proseguimento deste regime financiado pelo Estado".






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