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Covid-19. Países suspendem austeridade para fazer face à crise
Economia 14.03.2020

Covid-19. Países suspendem austeridade para fazer face à crise

Covid-19. Países suspendem austeridade para fazer face à crise

Foto: AFP
Economia 14.03.2020

Covid-19. Países suspendem austeridade para fazer face à crise

Telma MIGUEL
Telma MIGUEL
O presidente do Parlamento Europeu garantiu que vai apoiar as medidas da Comissão Europeia e que “ninguém ficará sozinho”.

Está longe de ser a regra. Mas ontem, o presidente do Parlamento Europeu (PE) apoiou sem reservas as medidas propostas pela Comissão Europeia (CE) para ajudar os países a fazer face à crise económica que o Covid-19 está a provocar.

Num vídeo gravado em casa, onde está de quarentena desde segunda-feira, David Sassoli disse que o pacote de medidas “vai na direção certa”. “Nunca, desde a II Guerra Mundial enfrentámos uma crise tão dramática”, salientou. “E hoje a União Europeia está a agir”.

Pouco claro no discurso técnico de von der Leyen, o que o muito mais pragmático Sassoli explicou na sua comunicação é que o aligeiramento das regras, proposto pela Comissão Europeia significa que “chega de austeridade”. Com o aval do Parlamento Europeu, os países serão autorizados a gastar “tudo o que for preciso para garantir apoio aos empregados, trabalhadores por conta própria, empresas e bancos”, disse.

“É importante sublinhar que os países poderão usar toda a flexibilidade do Pacto de Estabilidade e Crescimento e que será permitida ajuda estatal para setores e negócios afetados pela crise”, explicou Sassoli.

Em primeiro lugar, o objetivo é que não haja falta de equipamentos de saúde em nenhum país e que o fluxo de material não seja interrompido. “A primeira prioridade é salvar vidas”, disse Sassoli. “Isto significa que todos os países europeus irão receber apoio para os seus sistemas de saúde.  O que inclui fornecimento de materiais, apoio a hospitais e financiamento para pesquisa e desenvolvimento de uma vacina”.

“Hoje a palavra de ordem na Europa é solidariedade. Ninguém ficará sozinho ou irá agir em isolamento”, disse.

E, embora com um parlamento a funcionar de forma muito restrita, e com os deputados esta semana a trabalhar nos seus países de origem, Sassoli garantiu que o pacote proposto por von der Leyen será aprovado no plenário “o mais cedo possível”.

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