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Covid-19. Mercado de trabalho vai continuar a sofrer ao longo de 2021
Economia 2 min. 01.03.2021

Covid-19. Mercado de trabalho vai continuar a sofrer ao longo de 2021

Covid-19. Mercado de trabalho vai continuar a sofrer ao longo de 2021

Foto: Gerry Huberty
Economia 2 min. 01.03.2021

Covid-19. Mercado de trabalho vai continuar a sofrer ao longo de 2021

Diana ALVES
Diana ALVES
Statec tem vários cenários consoante a evolução da pandemia, mas o mais provável é que os efeitos da crise no mercado de trabalho não desapareçam tão cedo.

O Instituto Nacional de Estatística (Statec) divulgou esta segunda-feira as  previsões económicas até 2024. Há vários cenários em cima da mesa, consoante a evolução da pandemia, mas o mais provável é que os efeitos da crise no mercado de trabalho não desapareçam tão cedo. No mesmo sentido, os salários também não deverão atingir a trajetória pré-crise. De acordo com o cenário central traçado pelos analistas, a retoma em termos de criação de emprego só deverá começar a ser mais visível em 2022. 

O Statec salienta que a taxa de criação de novos postos deverá ficar-se pelos 1,7% em 2021, aumentando para 2,8% no ano seguinte. Valores que serão insuficientes para dar vazão às novas entradas no mercado de trabalho. De acordo com o gabinete de estatísticas, a taxa de desemprego deverá rondar os 6,8% este ano e subir para os 7% em 2024. Haverá apenas uma quebra temporária em 2022, ano em que a proporção de desempregados descerá aos 6,4% da população ativa. 

Quanto ao crescimento económico, as previsões apontam para que o Produto Interno Bruto (PIB) progrida 4% em 2021 e 2022, devendo depois abrandar para os 2,5% ou 3%. O instituto prevê que o setor financeiro venha a beneficiar da retoma económica a curto prazo, ao passo que para os outros ramos de atividade a retoma será progressiva.


Wirtschaft, ADEM, Arbeitsamt, Jugendarbeitslosigkeit, Arbeit, Job, ADEM Esch Alzette, ( gestelltes Bild mit Einverständnis des Jugendlichen zu jedem Thema in Zusammenhang der ADEM ) Foto: Guy Wolff/Luxemburger Wort Esch Alzette, ( gestelltes Bild mit Einverständnis des Jugendlichen zu jedem Thema in Zusammenhang der ADEM ) Foto: Guy Wolff/Luxemburger Wort
Desempregados na ADEM aumentam 20,7% num ano
A 31 de janeiro deste ano havia 19.882 residentes inscritos nos centros de emprego do país, de acordo com a Agência para o Desenvolvimento do Emprego (ADEM).

Já o aumento do índice de preços no consumidor deverá situar-se nos 1,7% em 2021. A médio prazo, os preços deverão ser estimulados pela próxima indexação dos salários à inflação, prevista para 2022. Quanto aos ordenados, o ano de 2021 deverá trazer algumas melhorias mas, a médio prazo, a massa salarial "não atingirá a trajetória das projeções pré-crise", indica o Statec. Algo que, segundo os analistas, ficará a dever-se, entre outros fatores, a "ganhos limitados e a uma certa moderação salarial pós-crise".

Num "cenário otimista", economia nacional poderá crescer 7%

Além do cenário central, o Statec eleborou dois cenários alternativos, com base nos dados da Oxford Economics sobre o ambiente económico internacional. No mais otimista, as restrições impostas a determinados setores deverão começar a ser levantadas no segundo trimestre deste ano, algo que se traduzirá num crescimento do PIB na ordem dos 7%. Já o emprego deverá progredir 2,5%. 

No outro extremo, se a pandemia perdurar, com novas mutações do vírus a surgirem, as restrições deverão permanecer em vigor até ao final do ano, o que resultará numa quebra na atividade de cerca de 0,5% e num aumento do desemprego.  

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