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Covid-19. Luxemburgo no grupo dos que mais gastam. Portugal na cauda da Europa
Economia 2 min. 09.11.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Luxemburgo no grupo dos que mais gastam. Portugal na cauda da Europa

Covid-19. Luxemburgo no grupo dos que mais gastam. Portugal na cauda da Europa

Economia 2 min. 09.11.2020 Do nosso arquivo online

Covid-19. Luxemburgo no grupo dos que mais gastam. Portugal na cauda da Europa

Relatório tornado público pelo FMI sobre as medidas adotadas de combate à crise em 190 países mostra realidades díspares na gestão da pandemia.

Desde que os primeiros casos de coronavírus surgiram na China no fim de 2019, os diferentes países foram-se somando ao combate à pandemia a que o mundo ficou submetido. A gravidade da crise sanitária obrigou os Estados a abrir os cofres públicos para dar robustez à resposta dos sistemas de saúde e, simultaneamente, para evitar o colapso da economia.

Por todo o mundo, as políticas no âmbito da finança pública procuram reduzir os impactos da crise. De acordo com o Público, a dívida pública a nível mundial deverá ultrapassar a barreira dos 100% do PIB. É um dado que demonstra o esforço que muitos Estados estão a investir neste combate.

Entidades como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e a Comissão Europeia recomendaram a adoção de políticas orçamentais expansionistas e o facto é que boa parte dos Estados teve de aumentar a despesa pública, mas a resposta de cada país não é igual. De acordo com o FMI, o Luxemburgo está entre os países europeus que mais gastam no combate à crise, juntamente com França, Alemanha e Reino Unido, entre outros. Os gastos dos governos deste grupo teve um impacto imediato no orçamento de entre 5,1% e 10% em percentagem do Produto Interno Bruto (PIB).

Portugal, por sua vez, está entre os Estados europeus que menos investem na guerra à pandemia e à crise. Espanha, Itália, Suíça, Bélgica e Holanda também estão neste conjunto. São países que registam despesas de entre 2,1% e 5%. Estes dados vêm compilados num relatório tornado público pelo FMI sobre as medidas adotadas de combate à crise em 190 países.

Os números do FMI revelam contudo, de acordo com o Público, que quando se olha para medidas sem um impacto imediato no défice, como a concessão de empréstimos e garantias, ou o adiamento da cobrança de impostos ou contribuições para a segurança social, que o Luxemburgo também adotou, Portugal já é dos países a tomar medidas mais ambiciosas.

Mas para países tão díspares espera-se a chegada do fundo de recuperação europeu que foi apresentado para reduzir estas diferenças. Portugal é um dos Estados mais vulneráveis e que age de forma mais contida e prudente. Ainda assim, na quinta-feira a Comissão Europeia listou um grupo de nove países, onde se inclui Portugal, que depois queda da pique da economia não irá nos próximos dois anos conseguir regressar ao mesmo valor do PIB de antes da crise.

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