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Covid-19. Lucros das fábricas chinesas caem 38,3%
Economia 27.03.2020

Covid-19. Lucros das fábricas chinesas caem 38,3%

Covid-19. Lucros das fábricas chinesas caem 38,3%

Foto: AFP
Economia 27.03.2020

Covid-19. Lucros das fábricas chinesas caem 38,3%

Lusa
Lusa
Os números são dos dois primeiros meses do ano. Entre os 41 setores abrangidos pelas estatísticas do país, 37 registaram uma redução nos salários.

Os lucros das principais empresas industriais na China registaram uma queda homóloga de 38,3%, nos dois primeiros meses do ano, refletindo o impacto do surto do novo coronavírus, indicam dados oficiais hoje divulgados.

Segundo o Gabinete de Estatísticas chinês, os ganhos em janeiro e fevereiro fixaram-se nos 410,7 mil milhões de yuan (cerca de 53 milhões de euros).

A queda nos lucros da indústria na China agravou-se, depois de ter recuado 6,3%, em dezembro passado, antes do início do surto, e 3,3%, no conjunto de 2019, face ao ano anterior.

Para este indicador, as estatísticas chinesas consideram apenas empresas industriais com receitas anuais superiores a 20 milhões de yuan (2,5 milhões de euros).

Entre os 41 setores abrangidos pelas estatísticas do país, 37 registaram uma redução nos salários.

Entre os setores mais afetados destacaram-se a indústria de produtos eletrónicos (uma queda de 87%), automóvel (-79,6%), maquinaria (-68,1%) e indústria química (-66,4%).

O Gabinete justificou a queda nos lucros com a decisão do Governo de prolongar as férias do Ano Novo Lunar, que paralisou o país durante semanas.

As medidas de prevenção adotadas pelas autoridades chinesas incluíram restrições à movimentação de centenas de milhões de pessoas ou o encerramento forçado de estabelecimentos.

"O aumento dos custos espremeu os lucros das empresas durante a epidemia. O regresso ao trabalho e à produção não decorreu com normalidade, mas os custos e outros gastos mantiveram-se", acrescentou.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais 505 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram cerca de 23.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

A China, sem contar com os territórios de Hong Kong e Macau, regista 81.340 casos (mais de 74 mil recuperados) e 3.292 mortes.

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