Escolha as suas informações

Covid-19. Horesca prevê perdas na ordem dos 120 ME por mês
Economia 3 min. 16.03.2020

Covid-19. Horesca prevê perdas na ordem dos 120 ME por mês

Covid-19. Horesca prevê perdas na ordem dos 120 ME por mês

Foto: Guy Wolff
Economia 3 min. 16.03.2020

Covid-19. Horesca prevê perdas na ordem dos 120 ME por mês

Diana ALVES
Diana ALVES
Em causa está o encerramento ao público dos espaços comerciais não essenciais. A medida abrange 14.000 trabalhadores.

O setor da Horesca poderá vir a sofrer uma perda nas receitas na ordem dos 120 milhões de euros (ME) por mês devido ao encerramento obrigatório de cafés, bares e restaurantes, anunciado ontem pelo Governo para conter a propagação do novo coronavírus.

Contactado pela Rádio Latina, o secretário-geral da federação que representa o ramo da hotelaria e da restauração, François Koepp, reconheceu que “o Executivo não teve escolha” e disse compreender a decisão, embora admita que se trata de “medidas muito graves para o setor”, que poderão “colocar em perigo um grande número de empresas que não têm os meios financeiros necessários para fazer face à situação”.

Koepp considera o encerramento obrigatório decretado pelo Governo afete cerca de 14.000 trabalhadores do setor, cuja massa salarial varia entre os 41 e os 45 milhões de euros. Mesmo recorrendo ao chamado desemprego parcial – mecanismo em que o Estado arca com a maior parte das despesas ligadas aos ordenados –, as empresas deverão ter de cobrir entre nove a 12 milhões de euros, e isto numa fase em que não estarão a faturar.

O secretário-geral da Horesca espera por isso que as ajudas prometidas pelo Executivo não tardem a ver a luz do dia por questões burocráticas. Sobre o alargamento do prazo que as empresas têm para pagar os impostos (medida que será esclarecida nos próximos dias pelo ministro das Finanças), François Koepp sublinha que, mesmo assim, as sociedades vão ter dificuldades em fazer face a essas despesas.

Questionado sobre o impacto do anúncio ao nível do emprego, François Koepp diz que todos os cenários são possíveis, incluindo a perda de postos de trabalho em empresas com apenas um ou dois empregados. No entanto, apela aos empresários para que não avancem com despedimentos nesta altura, sobretudo já que podem beneficiar do desemprego parcial.

Bares, cafés e restaurantes, assim como lojas e outros espaços comerciais considerados não essenciais estão encerrados até nova ordem, para combater o alastramento do surto de Covid-19, que, por cá, já infetou 81 pessoas e matou uma. Apesar de o Governo não ter falado em prazos, o secretário-geral da Horesca acredita que a medida vai estar em vigor durante pelo menos quatro semanas. 

Continuem a pedir take away nos restaurantes para a apoiar a economiaӬ

Alguns dos estabelecimentos continuam a funcionar, mas apenas para atender pedidos de ‘take away’, isto é, encomendas.

O secretário-geral da Horesca apela por isso aos clientes para que, se possível, continuem a fazer pedidos de take away nos estabelecimentos que estão a propor essa opção, de forma a “apoiar a economia nacional e os postos de trabalho”.

A ideia é que aqueles negócios não sofram uma paragem completa e continuem a faturar. Algo que, segundo, François Koepp, “é do interesse de todos”, já que vários setores e postos de trabalho dependem da Horesca.

O secretário-geral da federação considera que “a situação só deverá estabilizar quando o número de infeções começar a diminuir”. Só nesse momento poderemos falar numa retoma”, afirma.


Notícias relacionadas