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Covid-19. Governo português lança crédito de 100 milhões para empresas
Economia 2 min. 04.03.2020

Covid-19. Governo português lança crédito de 100 milhões para empresas

Covid-19. Governo português lança crédito de 100 milhões para empresas

Foto: AFP
Economia 2 min. 04.03.2020

Covid-19. Governo português lança crédito de 100 milhões para empresas

Redação
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António Costa anunciou 100 milhões de euros como valor inicial para apoiar a tesouraria de empresas que enfrentem dificuldades financeiras por causa do novo coronavírus.

O primeiro-ministro português, António Costa, anunciou esta quarta-feira, 4 de março, o lançamento de uma linha de crédito, no valor inicial de 100 milhões de euros, para apoiar empresas que venham a ser afetadas pelo impacto económico do surto do novo coronavírus e que necessitem de ajuda financeira.

No debate quinzenal no parlamento, o primeiro-ministro ressalvou que “o impacto económico para as empresas portuguesas tem sido moderado ou reduzido”, em especial nas que dependem das cadeias de fornecimento de componentes da China, que "está já a retomar a sua atividade industrial".


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No entanto, o chefe de governo reconheceu que setores como o turismo, viagens ou eventos já estão a sentir um impacto negativo, sofrendo uma quebra de procura e alguns cancelamentos. No entanto, ressalvou, o peso desse impacto vai depender "da duração e da gravidade do surto epidémico”. E garantiu que o executivo continuará a “monitorizar a situação e, se necessário” há “em condições de lançar uma linha de crédito para apoio de tesouraria às empresas no valor inicial de 100 milhões de euros”, explicou.

Também Mário Centeno, ministro das Finanças, deixou a garantia, de que Portugal tem meios para responder ao impacto económico do novo coronavírus.

Segundo o governante, essa resposta não põe em causa as metas orçamentais do governo, não havendo um risco para a sustentabilidade das contas públicas. 

Centeno assegurou também que o excedente orçamental "não é uma preocupação", e que, apesar de considerar que "ainda é cedo para fazer contas" ao impacto do surto do novo coronavírus, o trajeto de consolidação das contas públicas "é uma realidade", que permite a Portugal "ter capacidade para reagir" a situações imprevistas "sem comprometer de maneira nenhuma a sustentabilidade" das finanças públicas.


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O ministro ressalvou, contudo, que Portugal não hesitará em definir políticas se vier a ser necessário.

Além da verba anunciada hoje por António Costa, o governo aprovou, esta semana, o pagamento de 100% dos salários dos funcionários públicos e dos do privado (estes através de equiparação à baixa médica por internamento, garantida pela Segurança Social) caso tenham de ficar em quarentena forçada, devido ao Covid-19.


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