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Covid-19. Câmara do Comércio pede ao Governo mais medidas de apoio às empresas
Economia 2 min. 22.04.2020

Covid-19. Câmara do Comércio pede ao Governo mais medidas de apoio às empresas

Covid-19. Câmara do Comércio pede ao Governo mais medidas de apoio às empresas

Foto: Chris Karaba
Economia 2 min. 22.04.2020

Covid-19. Câmara do Comércio pede ao Governo mais medidas de apoio às empresas

Henrique DE BURGO
Henrique DE BURGO
Entre os apoios pedidos, é sublinhada a importância do ajuste da ajuda direta, para garantir a sobrevivência das pequenas e médias empresas.

A Câmara do Comércio pede ao governo mais medidas de apoio para as empresas que estão a passar por dificuldades devido à crise pandémica de covid-19.

O organismo que representa o setor do comércio luxemburguês levou a cabo, entre 8 e 15 de abril, um grande inquérito para saber como as empresas estão a viver a atual crise e como esperam sair dela.

O resultado revela que as empresas foram "seriamente afetadas", que têm falta de liquidez e que a atual ajuda direta anunciada pelo Governo "não é suficiente para dar conta da delicada situação individual de grande parte das empresas, afetadas pelo fecho parcial ou completo", refere a Câmara de Comércio em comunicado.

Tendo em conta o "futuro incerto desta crise" e como forma de limitar os efeitos nocivos da pandemia no ambiente socioeconómico do país, a Câmara de Comércio pede ao governo "uma extensão das medidas de ajuda". Entre os apoios pedidos, é sublinhado o ajuste da ajuda direta, para garantir a sobrevivência das pequenas e médias empresas, "especialmente dos setores do comércio e da hotelaria, restauração e cafetaria (Horeca)".

O inquérito da Câmara do Comércio recolheu cerca de 2.600 respostas, a maioria de empresas de pequena dimensão (menos de 10 pessoas). Do total, 58% das empresas responderam que estão completamente fechadas. Entre as empresas que continuam abertas (42%), 60% funcionam de forma “muito reduzida” (devido às licenças por razões familiares).

Quanto ao teletrabalho, as empresas dos setores das finanças, seguros, informação e comunicação são as que estão em melhor situação nesta fase. A maioria delas tem 80% dos funcionários a trabalhar a partir de casa.Outro dado deste estudo indica que o recurso ao desemprego parcial é a medida mais utilizada pelas empresas em relação aos trabalhadores, ou seja, o patrão compromete-se a não despedir por razões financeiras e em troca o Estado paga 80% do salário do trabalhador.

Questionadas sobre a capacidade de recomeçar rapidamente a sua atividade, no caso de um descofinamento total, 30% das empresas responderam precisar de pelo menos 10 dias para regressar à normalidade.Os setores da Horeca, construção, informação e comunicação e o comércio não-alimentar são os apresentam maior incerteza quanto ao futuro, refere ainda o estudo da Câmara de Comércio.

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