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Construção. Sindicatos querem melhores salários e apontam o dedo aos patrões
Economia 14.07.2022
Trabalho

Construção. Sindicatos querem melhores salários e apontam o dedo aos patrões

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Construção. Sindicatos querem melhores salários e apontam o dedo aos patrões

Economia 14.07.2022
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Construção. Sindicatos querem melhores salários e apontam o dedo aos patrões

Diana ALVES
Diana ALVES
Em causa está a renovação do contrato coletivo que abrange cerca de 20.000 trabalhadores no Luxemburgo.

O patronato do setor da construção recusa-se a negociar a renovação do contrato coletivo que abrange cerca de 20.000 trabalhadores no Luxemburgo. A denúncia é dos sindicatos OGBL e LCGB. 

Num comunicado conjunto, as duas centrais lembram que a convenção coletiva expirou no final de 2021 e que, desde o primeiro encontro entre os parceiros sociais, no passado mês de fevereiro, nada aconteceu. 

A OGBL e LCGB dizem que os patrões se recusam a "negociações sérias" e temem que o diálogo social esteja a ser ameaçado. E recordam que, durante o encontro em fevereiro, ambas as partes constataram "a dinâmica positiva" no setor, estimulada por "uma necessidade crescente em termos de construção de habitações e um nível elevado de investimento público nas infraestruturas".


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Nesse mesmo encontro, há seis meses, patrões e sindicatos constataram também que "há uma falta cruel de trabalhadores" no ramo. Situação que, segundo os sindicatos, pode vir a afetar o setor durante muito tempo. Para os maiores sindicatos do país, uma coisa é certa: a falta de mão de obra só será resolvida quando houver uma melhoria das condições de trabalho e de salários, quer nos contratos atuais como nas futuras contratações.

Como combinado na altura, os sindicatos elaboraram um conjunto de propostas, enviadas no mês passado aos representantes do patronato. Mas, do lado dos patrões, não chegaram nem propostas nem convocatórias para novas reuniões, denunciam as centrais sindicais. 

OGBL e LCGB acrescentam que "esta estratégia coloca seriamente em perigo o bom desenrolar das negociações futuras num setor crucial para a economia luxemburguesa e coloca sobretudo em causa a paz social". 


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No comunicado conjunto pode ler-se também que, "perante uma inflação galopante e uma diminuição do poder de compra dos trabalhadores do setor, os sindicatos denunciam de modo categórico a atitude inaceitável do patronato".

Por estas razões, as duas estruturas sindicais apelam aos patrões para que retomem as negociações. Caso contrário, avisam que "utilizarão todos os meios ao seu dispor para defender os interesses dos trabalhadores".  

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