Escolha as suas informações

Conselheiros no Luxemburgo voltam a criticar fecho da CGD
Economia 25.09.2018 Do nosso arquivo online

Conselheiros no Luxemburgo voltam a criticar fecho da CGD

Conselheiros no Luxemburgo voltam a criticar fecho da CGD

Foto: Pierre Matgé
Economia 25.09.2018 Do nosso arquivo online

Conselheiros no Luxemburgo voltam a criticar fecho da CGD

Rogério Oliveira e João Verdades dos Santos, conselheiros das Comunidades Portuguesas no Grão-Ducado, repetem críticas já deixadas no final de julho e querem que seja revogada a decisão de encerramento dos balcões da Caixa Geral de Depósitos.

O encerramento dos balcões da Caixa Geral de Depósitos (CGD) no Luxemburgo volta a ser alvo de críticas por parte dos "representantes eleitos pelo país para o Conselho das Comunidades Portuguesas, Rogério Oliveira e João Verdades dos Santos", depois de idêntica tomada de posição no final de julho. Lembrando o contraste com o sucedido em França, onde a decisão inicial foi alterada, os dois salientam que, perante "o precedente da continuidade da CGD em França, não podem as comunidades portuguesas ficar prejudicadas", solicitando que a Caixa continue a sua atividade no Grão-Ducado.

Os conselheiros "lamentam que a decisão tenha sido tomada em período de férias das comunidades portuguesas, assim apanhando muitos dos clientes de surpresa, como se se quisesse esconder dos clientes esta tomada de decisão por parte da administração da CGD". Além disso, "lamentam que por parte do Governo de Portugal, não exista o mesmo interesse em interceder pela comunidade, tal como o sucedeu em França. Aliás, citando o Secretário de Estado das Finanças, Ricardo Mourinho Félix, na sua página do Facebook, no dia 26 de julho último: 'A estabilidade da operação em França fica assegurada, em benefício da comunidade portuguesa e dos trabalhadores da CGD em França'."

Perante esta situação, os conselheiros interrogam: "Não merecem as diversas comunidades portuguesas residentes no Grão-Ducado do Luxemburgo o mesmo tratamento dos portugueses residentes em França, clientes da CGD, por parte do Governo? Ou não somos todos iguais? Perguntamos igualmente se as remessas de capital enviadas para Portugal não interessam ao desenvolvimento da economia, direta ou indiretamente, também pela cobrança de receitas fiscais derivadas de investimentos feitos a partir dessas remessas?"

Rogério Oliveira e João Verdades recordam que "esta decisão vai afetar clientes do segmento retalho que sempre trabalharam e usaram a CGD, bem como as PME e Associações que usam esta entidade bancária portuguesa detida pela Estado".


Siga-nos no Facebook, Twitter e receba as nossas newsletters diárias.


Notícias relacionadas

Mélissa da Silva (CDS/PP). “Tenho a experiência das discriminações de que são alvo os cidadãos residentes fora do território nacional”
Mélissa da Silva nasceu em Paris, filha de portugueses de Viana do Castelo, há 28 anos. É licenciada em Marketing e Relações Públicas e está a trabalhar na área do marketing. Prefere não expor aspetos da sua vida pessoal. Defende a sua convicção de que é possível fazer muito mais pela comunidade portuguesa no estrangeiro. Para Mélissa da Silva, o fato de ser ela própria filha de emigrantes, e sempre ter vivido entre França e Portugal, dá-lhe uma perspetiva sobre viver no estrangeiro que os outros candidatos não terão. Por falta de disponibilidade para uma conversa telefónica, a candidata do CDS às eleições legislativas do próximo dia 6 de Outubro preferiu dar entrevista por email. Daí as suas respostas serem muito mais sucintas que as dos outros entrevistados, fato a que o Contacto é alheio.