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Como escolher o carro certo no Luxemburgo
Economia 4 9 min. 26.01.2022 Do nosso arquivo online
Automóveis

Como escolher o carro certo no Luxemburgo

Até ao dia 5 de fevereiro, os amantes dos motores poderão visitar mais de 170 stands e testar os novos modelos de carros e motas.
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Como escolher o carro certo no Luxemburgo

Até ao dia 5 de fevereiro, os amantes dos motores poderão visitar mais de 170 stands e testar os novos modelos de carros e motas.
Foto: Guy Jallay
Economia 4 9 min. 26.01.2022 Do nosso arquivo online
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Como escolher o carro certo no Luxemburgo

Tiago RODRIGUES
Tiago RODRIGUES
Elétrico ou a combustão. A gasolina ou gasóleo. Citadino ou de estrada. Novo ou usado. A crédito ou leasing. As opções são muitas e a escolha pode tornar-se difícil na hora de comprar um novo carro. A 58.ª edição do Autofestival do Luxemburgo pode ser uma boa oportunidade para trocar de máquina, mas há alguns conselhos que deve ter em conta antes de tomar uma decisão.

O início de cada ano no Luxemburgo significa mais uma edição do festival do automóvel. Durante duas semanas, os amantes de motores podem visitar mais de 170 stands para ver as novidades e testar os mais recentes modelos de carros e motas. A 58.ª edição do Autofestival começou na segunda-feira e decorre até ao dia 5 de fevereiro, com campanhas e ofertas especiais de 80 concessionários. O perfeito chamariz para quem está a pensar comprar um novo veículo este ano.

No que toca à escolha da máquina, tomar uma decisão pode ser tarefa difícil. Como escolher o carro certo? Tudo depende das necessidades do condutor. Pode ser um carro citadino, para o uso no dia-a-dia na cidade, ou de estrada, para quem se aventura em viagens mais longas. Pode ser um carro elétrico, cada vez mais na moda, ou a combustão. Há quem opte por um veículo a gasolina e há quem prefira o gasóleo. Há quem queira um carro novo e há quem compre em segunda mão.

O consumidor luxemburguês é exigente no sentido em que procura um veículo muito bem equipado.

Philippe Mersch, presidente da Fedamo

Cada cliente tem as suas preferências, mas qual é o perfil do consumidor luxemburguês? “O consumidor do Luxemburgo é exigente no sentido em que procura um veículo muito bem equipado que é, na maioria dos casos, da mais recente tecnologia. Contudo, são também consumidores que conduzem em média menos do que os consumidores dos países vizinhos, razão pela qual um veículo elétrico é frequentemente uma solução porque é tecnicamente avançado, potente e bem equipado”, explicou Philippe Mersch, presidente da Federação dos Garagistas (Fedamo), que organiza o Autofestival.

A compra de modelos elétricos tem vindo a aumentar nos últimos anos e a tendência é que continue a crescer em 2022. No ano passado, 36,8% das vendas foram de motores híbridos, híbridos plug-in e elétricos, em comparação com 19,8% em 2020. “O mercado está a evoluir nessa direção, mas devemos ter em conta que os motores de combustão ainda representam mais de 60% das vendas”, salientou o dirigente da Fedamo, notando que as preferências dos clientes do Grão-Ducado são os SUV (veículos utilitários desportivos), carros de cidade e carros de desempenho.

Uma das principais atrações do festival do automóvel deste ano é o lançamento de mais de 100 novos produtos, com enfoque nos motores elétricos. Para quem está com dúvidas sobre qual o carro que quer comprar, Philippe Mersch deixa um conselho: “Aproveite este festival para visitar as marcas e os concessionários, testar os automóveis novos e obter conselhos de um vendedor profissional sobre o motor certo”.

Conselhos dos concessionários

Nos últimos anos, os concessionários têm investido muito na formação do pessoal de vendas para oferecer conselhos competentes e objetivos sobre os diferentes tipos de motores, consoante o perfil de utilização e as necessidades do cliente. Mas a verdade é que “o consumidor luxemburguês está muito informado e interessado”, afirmou ao Contacto Marc Devillet, diretor executivo do concessionário Autopolis. Estes consumidores têm habitualmente “grande interesse em novos produtos”, em particular nos carros elétricos, e, no caso dos clientes particulares, há uma grande procura de soluções de leasing (contrato de aluguer com opção de compra no final).

Naquele concessionário, uma das principais apostas para o festival deste ano é a apresentação de 14 novos produtos de 14 marcas diferentes. Além disso, oferecem condições de desconto e de financiamento “interessantes”, tanto para clientes particulares como para empresas, têm veículos desportivos de teste e aceitam trocas de carros usados. “Aconselho os clientes a ver as novidades, falar com o pessoal de vendas e informá-los das necessidades, experimentar o que quiserem, porque agora é a altura certa. Negociar a troca do carro atual por um novo pode ser um bom negócio”, considerou o dirigente da Autopolis.


Durante 13 dias, os aficionados dos carros e motas poderão visitar mais de 170 stands no país, de um total de 80 concessionários.
Duas semanas para ver e testar novos carros no Autofestival 2022
A partir desta segunda-feira, 24 de janeiro, o Luxemburgo volta a celebrar a festa do automóvel.

Para Marc Devillet, a grande preferência dos clientes no Luxemburgo este ano vai continuar a ser a compra de modelos elétricos. “Há um interesse crescente em carros PHEV [híbrido plug-in], mas também em carros totalmente elétricos. O nosso conceito multimarca permite-nos mostrar, testar e orçamentar uma multiplicidade de modelos e marcas diferentes, desde pequenos carros urbanos a grandes SUV e veículos comerciais ligeiros”, revelou. Em 2021, o mercado luxemburguês terá registado 10% de veículos elétricos e a quota de mercado total de automóveis elétricos será de 37%. “Isto é importante e demonstra a dinâmica do nosso mercado”, notou o responsável.

Até 2030, o Grupo Volkswagen planeia duplicar a percentagem de modelos puramente elétricos na Europa para 60%. Esta não é apenas uma tendência, mas sim uma estratégia clara.

Michel Louro, diretor de operações do Losch Luxembourg

De que o futuro dos automóveis é a eletricidade, Michel Louro não tem dúvidas. “Até 2030, o Grupo Volkswagen planeia duplicar a percentagem de modelos puramente elétricos na Europa para 60%, no âmbito do Acordo Verde Europeu. Portanto, esta não é apenas uma tendência, mas sim uma estratégia clara”, assegurou o diretor de operações do Losch Luxembourg. Por isso, o concessionário preparou para o festival deste ano uma “vasta gama de veículos elétricos para os mais diversos grupos de clientes”.

Apesar da moda dos elétricos, “é claro que também temos muitos veículos novos e excitantes com motores de combustão para oferecer”, garantiu o responsável, lembrando que o cliente luxemburguês “gosta de mudar o seu veículo frequentemente e está atento a novas tendências”. Em comparação com os países vizinhos, o luxemburguês “caracteriza-se sobretudo por um elevado nível de equipamento e de motorização”. Michel Louro aconselha os consumidores a informar-se antecipadamente e a marcar um encontro com o vendedor, para testar a condução do carro.

O problema das entregas

Desde o início da crise da pandemia da covid-19, o setor automóvel tem sofrido um forte impacto devido à elevada escassez de componentes eletrónicos, como semicondutores e microprocessadores. Estes são produzidos na Ásia, o que por vezes prolonga a data de entrega de um carro novo para mais de um ano. Ainda assim, os concessionários estão otimistas em relação ao festival deste ano e garantem que as listas de encomendas estão cheias.

O presidente da Fedamo espera que “haja algum regresso à normalidade após períodos de contenção e outras dificuldades relacionadas com a pandemia”, depois de uma queda das vendas no ano passado em comparação com um 2020 que foi “mediano”. No entanto, “os clientes já estavam a comprar em 2021, uma vez que as listas de encomendas dos concessionários estão bem preenchidas”, referiu Philippe Mersch, sublinhando que “é importante que o setor recupere a sua posição e avance”.

Em termos de tempo de espera, o cliente pode agora ter um carro novo à sua disposição dentro de uma semana ou um ano.

Philippe Mersch, presidente da Fedamo

O grande desafio deste ano vai ser a garantia de “prazos de entrega razoáveis” aos clientes. “Em termos de tempo de espera, o cliente pode agora ter um carro novo à sua disposição dentro de uma semana ou um ano. Os concessionários e marcas previram obviamente a criação de stocks e/ou pré-encomendas, na medida do possível. Ao configurar o veículo desejado, na maioria dos casos é dada ao cliente uma indicação clara do prazo de entrega esperado”, esclareceu o dirigente.

Esta preocupação é partilhada pelos concessionários do Luxemburgo, que apesar disso dizem estar “totalmente preparados” para satisfazer as necessidades dos consumidores. “As ofertas estão prontas e, na medida do possível, as reservas foram constituídas em conformidade. Penso que estamos todos à espera de um regresso ao normal. Podemos ver que os nossos clientes ainda querem comprar e nós estamos felizes por servi-los durante o festival”, reconheceu Michel Louro.

Tentamos comprometer-nos com os prazos de entrega, mas são os fabricantes que fabricam os automóveis, não nós.

Marc Devillet, diretor executivo do Autopolis

O diretor de operações da Losch alerta, no entanto, que a escassez de componentes eletrónicos “conduzirá a um possível atraso na entrega” dos carros, apesar de se esperar uma melhoria no segundo semestre deste ano. Esses prazos são por vezes condicionados pelo equipamento escolhido, deixando os concessionários com uma difícil responsabilidade. “Tentamos comprometer-nos com os prazos de entrega, mas são os fabricantes que fabricam os automóveis, não nós. Mas penso que estão a fazer tudo o que podem para manter os nossos clientes satisfeitos”, admitiu Marc Devillet, da Autopolis.

Para aquele dirigente, o ano de 2021 foi “excelente” em termos de assinaturas de contratos, mas os atrasos nas entregas continuam a ter um impacto negativo. “Os clientes estavam a comprar e os volumes de vendas excederam as nossas expectativas. A dificuldade para o nosso setor é a escassez de componentes eletrónicos, que está a funcionar como um travão na produção de automóveis. O impacto para os nossos clientes é um prazo de entrega muito mais longo e para o nosso setor um impacto financeiro significativo”, lamentou.

Avisos aos consumidores

Com tantas campanhas e ofertas a seduzir os clientes durante as duas semanas do Autofestival, a União Luxemburguesa dos Consumidores (ULC) apelou às pessoas interessadas em adquirir um novo veículo a analisar com cuidado as propostas dos vendedores. Segundo a associação, os potenciais compradores devem exigir que sejam respeitadas algumas condições importantes antes de assinarem qualquer papel.


Comprar carro no Autofestival? Os conselhos da União dos Consumidores
O Festival Automóvel decorre de 24 de janeiro a 5 de fevereiro no Grão-Ducado.

Assim, a ULC aconselha os consumidores a ter em conta a designação exata do modelo de veículo a encomendar, que deve estar mencionada de forma inequívoca no contrato, inclusivamente todas as opções e o equipamento escolhido. Além disso, o prazo de entrega também deve estar bem explícito, tal como a garantia do concessionário. O preço real de compra deve ser indicado de forma precisa, assim como o preço de um carro em segunda mão, em caso de troca. Quem optar por esta última solução, deve certificar-se do estado do veículo, verificando possíveis defeitos e o número exato de quilómetros antes da compra.

A associação alerta ainda que as condições dos contratos de venda podem revelar-se por vezes enganadoras e os compradores podem ficar numa situação complicada. Uma preocupação partilhada pelo Ministério da Defesa do Consumidor, relembrando que o tradicional festival do automóvel atrai muitos consumidores que utilizam o crédito ao consumo para financiar o novo carro.

O Ministério é responsável por manter a lista de intermediários de crédito luxemburgueses e verificar se os organismos cumprem as regras do Código do Consumidor. Entre essas regras, consta a proibição de o comerciante fazer publicidade sobre a facilidade ou rapidez com que o crédito pode ser obtido ou a garantia de que o consumidor não só recebe todas as informações antes de celebrar um contrato de crédito, mas também que tem o tempo necessário para se familiarizar com o mesmo e tomar uma decisão informada. Por fim, o intermediário de crédito tem de comunicar ao consumidor quaisquer taxas devidas pelos serviços.

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