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Comissão Europeia teme impacto do Covid-19 na economia europeia
Economia 2 min. 13.02.2020

Comissão Europeia teme impacto do Covid-19 na economia europeia

Comissão Europeia teme impacto do Covid-19 na economia europeia

Foto: Chris Karaba
Economia 2 min. 13.02.2020

Comissão Europeia teme impacto do Covid-19 na economia europeia

Lusa
Lusa
Maiores problemas poderão registar-se na indústria manufatureira e em setores como o turismo, antecipa o comissário para a Economia, Paolo Gentiloni.

A Comissão Europeia disse hoje ser “muito difícil” prever o impacto do novo coronavírus na economia europeia, afirmando que isso depende da duração e da dimensão do surto, mas admitiu preocupação, dada a importância da China a nível mundial.

A Comissão Europeia manteve hoje a previsão de crescimento da economia da zona euro em 1,2% este ano e 2021, após consecutivas revisões em baixa, estabilização que atribui às repercussões económicas do novo coronavírus, contrabalançadas com melhorias no emprego.

Falando na conferência de imprensa destas previsões económicas intercalares de inverno do executivo comunitário, em Bruxelas, o comissário europeu para a Economia, Paolo Gentiloni, disse ser “muito difícil ter, de momento, uma previsão razoável relativamente à dimensão deste surto e à sua dimensão”, pelo que rejeitou apontar impactos económicos ou quais os países da União Europeia (UE) mais expostos.


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Ainda assim, “é óbvio que os maiores problemas vão registar-se na cadeia de valores, nomeadamente na indústria manufatureira e em setores como o turismo”, referiu.

“Que vamos ter consequências, isso é claro, mas a dimensão dessas consequências está ligada à sua duração”, insistiu Paolo Gentiloni.

Ainda assim, o comissário europeu alertou para o facto de estes impactos estarem também relacionados com a “importância global da economia chinesa”.

“Estamos sempre a comparar o coronavírus com a epidemia SARS [síndrome respiratória aguda grave] de 2003, mas devemos ter em conta que a economia chinesa, na altura, representava 4,5% da economia global e agora representa 17,7%”, assinalou.

Além disso, “a China representa 18% das viagens de turismo a nível mundial”, adiantou Paolo Gentiloni.

Em causa estão as previsões económicas intercalares de inverno do executivo comunitário, hoje divulgadas em Bruxelas, que apontam para um “crescimento constante e moderado” de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB) até 2021 na área do euro, mantendo inalteradas as anteriores projeções do outono do ano passado.

Bruxelas explica no documento que “as perspetivas para 2020 e 2021 permanecem inalteradas desde o outono porque os desenvolvimentos positivos estão a ser contrabalançados com eventos negativos”.


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Assim, apesar de realçar a “criação contínua de emprego, o crescimento robusto dos salários e uma combinação das políticas [monetárias] de apoio”, o executivo comunitário admite que “o ambiente externo continua desafiador”, gerando então esta situação de estabilidade.

Um dos principais fatores externos desfavoráveis apontados por Bruxelas é o surto do novo coronavírus, que “gerou incertezas sobre as perspetivas de curto prazo da economia chinesa e sobre o grau de rutura nas fronteiras num momento em que a atividade de manufatura a nível global permanece em níveis cíclicos baixos”, de acordo com o documento.

A Comissão Europeia avisa que, “quanto mais tempo [o surto] dura, maior a probabilidade de existirem efeitos indiretos sobre o sentimento económico e as condições de financiamento global”.

Também a incerteza nas relações comerciais entre Bruxelas e Londres, após o ‘Brexit’, pesou nesta equação, adianta o executivo comunitário.


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