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Comissão Europeia revê em baixa crescimento do Luxemburgo para 3,5%
O comissário europeu para os Assuntos Económicos e Financeiros, Pierre Moscovici, apresentou hoje as Previsões Económicas de Verão da Comissão Europeia.

Comissão Europeia revê em baixa crescimento do Luxemburgo para 3,5%

Foto: Bloomberg via Getty Images
O comissário europeu para os Assuntos Económicos e Financeiros, Pierre Moscovici, apresentou hoje as Previsões Económicas de Verão da Comissão Europeia.
Economia 2 min. 12.07.2018

Comissão Europeia revê em baixa crescimento do Luxemburgo para 3,5%

Paula CRAVINA DE SOUSA
Paula CRAVINA DE SOUSA
A economia do Grão-Ducado deverá crescer 3,5% este ano e 3,3% no próximo ano. As estimativas constam do relatório da Previsão Económica de Verão da Comissão Europeia que foi hoje divulgado. Os valores hoje apresentados representam uma revisão em baixa face à previsão da Primavera, divulgada em maio, que apontava para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,7% para este ano e de 3,5% para 2019.


A economia do Grão-Ducado deverá crescer 3,5% este ano e 3,3% no próximo ano. As estimativas constam do relatório da Previsão Económica de Verão da Comissão Europeia que foi hoje divulgado. Os valores hoje apresentados representam uma revisão em baixa face à previsão da Primavera, divulgada em maio, que apontava para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 3,7% para este ano e de 3,5% para 2019.

O documento explica que a redução da atividade verificada no setor financeiro - o principal motor da economia luxemburguesa - e o aumento da volatilidade nos mercados financeiros prejudicaram as perspetivas de crescimento não só para aquele setor, mas para toda a economia. Apesar disso, Bruxelas considera que “as perspetivas económicas do país permanecem sólidas”. As tendências positivas dos serviços empresariais e do consumo privado vão apoiar o crescimento.

Para este ano, a Comissão destaca sobretudo o consumo privado, que deverá aumentar devido à criação de emprego. No entanto, o elevado número de vagas disponíveis é um fator de preocupação para Bruxelas, já que revela problemas na oferta de trabalho qualificado. Na prática, isto significa que não há trabalhadores com as qualificações adequadas às vagas que as empresas pretendem preencher. Por outro lado, o aumento do rendimento disponível conseguido com a reforma fiscal e com a indexação (prevista para o terceiro trimestre deste ano) vai compensar o impacto negativo da subida dos preços do petróleo.

Para 2019, o destaque vai para o investimento privado. A redução do imposto sobre as empresas vai impulsionar os investimentos. Por sua vez, o consumo privado deverá abrandar, com o mercado de trabalho a apresentar também um comprtamento mais lento. Bruxelas avisa ainda que o maior risco para a economia luxemburguesa vem de fora: se o ambiente externo priorar é de esperar uma correção nos mercados financeiros a que a economia do país é especialmente sensível.

O relatório não deixa de referir o abrandamento económico sentido em 2017, em que a economia cresceu 2,3% face aos 3,1% registados em 2016. A Comissão considera mesmo que este abrandamento foi “pouco comum entre os países da zona euro”, mas ficou a dever-se a uma procura externa mais fraca e a uma performance menos sólida do setor financeiro.

O crescimento previsto para este ano fica acima do esperado para o total da União Europeia e da zona euro, que é de 2,1%. O Estado-membro que mais cresce é a Irlanda (5,6%) e o que menos cresce é o Reino Unido (1,3%). Portugal, por exemplo, deverá crescer 2,2%.


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