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China perdeu 48 multimilionários em 2018
Economia 2 min. 12.11.2019

China perdeu 48 multimilionários em 2018

A escalada da guerra comercial entre China e Estados Unidos é uma das razões apontadas.

China perdeu 48 multimilionários em 2018

A escalada da guerra comercial entre China e Estados Unidos é uma das razões apontadas.
Foto: dpa
Economia 2 min. 12.11.2019

China perdeu 48 multimilionários em 2018

No final de 2018, um em cada oito multimilionários era chinês, segundo um relatório recente divulgado pela UBS e pela consultora PwC.

O número de multimilionários chineses - fortuna avaliada em pelo menos mil milhões de euros - caiu para 325 no ano passado, menos 48 do que em 2017, segundo um relatório conjunto do banco de investimento UBS e do PwC Billionaire Insights Report 2019, divulgado recentemente. 

A nível global, a riqueza total dos multimilionários caiu 4,3%, no ano passado.  "Em 2018, vimos a escalada da guerra comercial [entre China e Estados Unidos], a incerteza do Brexit, e a subida do dólar", justificou Solita Marcelli, diretora de investimentos das Américas na UBS Global Wealth Management.

"Tudo isto contribuiu para o declínio da riqueza dos multimilionários", disse. No entanto, num período de cinco anos até 2018, a fortuna deste grupo de abastados chineses quase triplicou para um total de 982,4 mil milhões de dólares (889 mil milhões de euros).

Durante aquele período, a China tornou-se o segundo país do mundo com mais multimilionários, apenas atrás dos Estados Unidos. Segundo o relatório, no final de 2018, um em cada oito multimilionários era chinês. 

Também a Hurun Report Inc, unidade de investigação sediada em Xangai e considerada a Forbes chinesa, revelou no início deste ano que um número recorde de chineses tinha perdido este estatuto.

O presidente do grupo Fosun, Guo Guangchang, que detém várias empresas em Portugal, caiu 10 lugares, para a 45.ª posição, detalhou a Hurun. A fortuna pessoal de Guo, 52 anos, fixou-se este ano nos 57 mil milhões de yuan (7,3 mil milhões de euros).

Em 2018, cerca de 103 chineses saíram da lista elaborada pela UBS/PwC, mas 56 novos nomes foram adicionados. Um afortunado chinês mudou mesmo de nacionalidade no ano passado, detalha o relatório. O património líquido total estimado desta lista também diminuiu 12,3%, no mesmo período, a maior queda entre os mais ricos a nível global.

Uma depreciação de cerca de 6% da moeda chinesa, o yuan, face ao dólar norte-americano, contribuiu em cerca de metade para a queda. Também a bolsa de Xangai, principal praça financeira da China, contribuiu para a queda, ao cair 25%, ao longo de 2018, o pior desempenho entre as praças financeiras globais.

O fenómeno reflete ainda o impacto sobre a riqueza que incertezas geopolíticas prolongadas podem ter, sobretudo numa altura de desaceleração da economia doméstica. "A China realmente teve uma trajetória incrível, mas em 2018 vimos volatilidade", disse John Mathews, chefe de gestão de património privado da UBS.

Lusa


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