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CGD fecha balcões até final do ano
Caixa Geral de Depósitos encerra balcões no Luxemburgo.

CGD fecha balcões até final do ano

Foto: Pierre Matgé
Caixa Geral de Depósitos encerra balcões no Luxemburgo.
Economia 2 min. 27.07.2018

CGD fecha balcões até final do ano

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai encerrar balcões no Luxemburgo até ao final do ano. Em causa estão mais de 4.820 clientes. Estes vão ser servidos através da Caixa Geral de Depósitos Portugal e do serviço Caixadirecta.

A informação foi revelada ontem à noite através de comunicado do banco em resposta às questões feitas pelo Contacto.

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai encerrar balcões no Luxemburgo até ao final do ano. Em causa estão mais de 4.820 clientes. Estes vão ser servidos através da Caixa Geral de Depósitos Portugal e do serviço Caixadirecta. A informação foi revelada ontem à noite através de comunicado do banco em resposta às questões feitas pelo Contacto.

“No Luxemburgo, a sucursal da Caixa tem duas agências e como clientes cerca de 5% da população portuguesa aí residente, dos quais 40% são igualmente clientes em Portugal. Após os encerramentos, o grupo CGD continuará a servir os clientes destas duas sucursais através da Caixa Geral de Depósitos Portugal e dos canais que disponibiliza, nomeadamente através do serviço Caixadirecta”, pode ler-se no documento enviado.

Ora de acordo com os dados mais recentes do Statec, aqueles 5% correspondem a mais de 4.820 clientes, sendo que 40% destes têm também conta em Portugal. Segundo o instituto de estatística do Luxemburgo, há 96.500 portugueses a residir no país.

No mesmo comunicado, a CGD informa que em causa estão também as sucursais de Nova Iorque.

A instituição financeira afirma ainda que “no caso particular do Luxemburgo, a informação foi oportunamente comunicada ao regulador e aos trabalhadores sendo que os clientes serão atempadamente informados logo que esteja decidida a data de encerramento e definidas as diferentes soluções para a continuidade do apoio da Caixa Geral de Depósitos”. “Em qualquer circunstância, a Caixa honrará sempre o seu dever fiduciário perante a sua base de clientes”, garante-se.

Recorde-se que a notícia foi avançada ontem num comunicado conjunto da pela Associação Luxemburguesa de Trabalhadores da Banca e Seguros (Aleba, na sigla em francês), e pelas centrais sindicais OGB-L e LCGB. As negociações para o plano social dos trabalhadores já começaram, mas os sindicatos consideraram que a proposta apresentada pela CGD foi “desrespeitosa” para os empregados.

De acordo com Carla Valente, jurista no sindicato bancário Aleba "o banco não quer reconhecer as suas responsabilidades sociais perante os assalariados, vítimas inocentes deste encerramento". Se o banco não chegar a acordo com os sindicatos nas próximas duas semanas, o processo poderá passar pela conciliação, sendo nomeado um representante do Ministério do Trabalho para mediar as discussões, explicou a jurista.


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