Escolha as suas informações

CGD. Balcões que vão encerrar no Luxemburgo são de "menor expressão"

CGD. Balcões que vão encerrar no Luxemburgo são de "menor expressão"

Foto: Pierre Matgé
Economia 2 min. 27.07.2018

CGD. Balcões que vão encerrar no Luxemburgo são de "menor expressão"

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai encerrar as sucursais no Luxemburgo e em Nova Iorque, referindo que tinham "menor expressão" e "não deixará de cumprir as suas responsabilidades para com os trabalhadores", segundo um comunicado.

"No âmbito do Plano Estratégico [negociado com a Comissão Europeia], os encerramentos considerados incidiram sobre as sucursais com menor expressão", dá conta a nota enviada pela CGD à agência Lusa, elencando que "não deixará de cumprir as suas responsabilidades para com os trabalhadores, de acordo com o quadro legal e as boas práticas vigentes nos respetivos países".

Em causa estão os encerramentos de duas sucursais no Luxemburgo, que afetam 23 trabalhadores, e uma em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América.

O comunicado da Caixa adianta que dos "cinco por cento da população portuguesa" residente no Luxemburgo, "40 por cento são igualmente clientes em Portugal" e que "os encerramentos considerados incidiriam sobre as sucursais com menor expressão" - incluindo também a sucursal de Londres e as 'offshore' da ilhas Caimão e Macau, encerradas em 2017.

O Sindicato Bancário do Luxemburgo (Aleba) e as centrais sindicais OGB-L e LCGB anunciaram em comunicado conjungo que "um banco que tem trabalhadores fiéis, leais e que contribuíram para a sua prosperidade decidiu fechar a sua atividade no Luxemburgo, após 21 anos de presença no Grão-Ducado".

Na nota, os sindicatos lamentam que, "após quase dez dias de negociações", a proposta apresentada pelo banco seja "desrespeitosa" para os trabalhadores, "que vão perder o emprego e encontrar-se em situações financeiras difíceis", ficando "nitidamente abaixo do que se pratica habitualmente em situações similares".

Segundo Carla Valente, conselheira jurídica do sindicato Aleba, o valor proposto pelo banco corresponde a um quarto "do que é habitual" em situações semelhantes no setor bancário.

"É ridículo, é fazer pouco dos empregados", criticou Carla Valente.

De acordo com a jurista, os trabalhadores da CGD têm direito ao pagamento dos meses correspondentes a um pré-aviso "entre oito e 12 meses", em função da antiguidade na instituição bancária, já que estão em causa contratos de trabalho "entre cinco e dez anos".

A redução da operação da CGD fora de Portugal (nomeadamente Espanha, França, África do Sul e Brasil) foi acordada em 2017 com a Comissão Europeia como contrapartida da recapitalização do banco público. A redução da operação da CGD acordada com a Comissão Europeia passa também pelo fecho de 180 balcões em Portugal até 2020, 70 dos quais encerram ainda este ano.

Em 2017, fecharam 67 balcões, e a CGD terá ainda de fechar, além dos 70 deste ano, mais 43 balcões nos próximos dois anos.


Notícias relacionadas

CGD fecha balcões até final do ano
A Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai encerrar balcões no Luxemburgo até ao final do ano. Em causa estão mais de 4.820 clientes. Estes vão ser servidos através da Caixa Geral de Depósitos Portugal e do serviço Caixadirecta.
Caixa Geral de Depósitos encerra balcões no Luxemburgo.