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CEO da Shell admite que empresas energéticas têm que pagar mais impostos
Economia 2 min. 04.10.2022
Energia

CEO da Shell admite que empresas energéticas têm que pagar mais impostos

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CEO da Shell admite que empresas energéticas têm que pagar mais impostos

Foto: Ben Stansall/AFP
Economia 2 min. 04.10.2022
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CEO da Shell admite que empresas energéticas têm que pagar mais impostos

AFP
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"Não podemos ter um mercado que se comporta de uma forma (...) que vai infligir danos a uma parte significativa da sociedade", disse Ben van Beurden.

O CEO da petrolífera britânica Shell, Ben van Beurden, disse numa conferência da indústria em Londres esta terça, que considera provável que os governos tributem mais as empresas energéticas para proteger os mais pobres da crise energética. 

"Não podemos ter um mercado que se comporta de uma forma (...) que vai infligir danos a uma parte significativa da sociedade", disse Van Beurden numa sessão de perguntas e respostas na conferência do Fórum de Inteligência Energética. 

"De alguma forma tem de haver uma intervenção governamental que se traduza (...) em proteção para os mais pobres e que provavelmente signifique que os governos têm de tributar as pessoas nesta sala para pagar por isso", referiu, perante uma audiência de executivos e gestores do ramo energético. 


A comissária europeia da Energia, Kadri Simson, e o ministro da Indústria e Comércio da República Checa, Jozef Sikela.
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Ministros chegaram a acordo: taxar o lucro extraordinário das empresas de energia, reduzir consumo de eletricidade às "horas de ponta" e solidariedade obrigatória entre os países.

"Penso que temos de aceitar essa realidade social", insistiu, acrescentando, contudo, que isso "pode ser feito de uma forma inteligente ou não. 

A mensagem surge numa altura em que os lucros das empresas energéticas aumentaram desde o início da guerra na Ucrânia, o que levou a um aumento dos preços do petróleo e do gás nos últimos meses.

Van Beurden não elaborou, no entanto, sobre a forma mais adequada de tributar as empresas do setor, uma situação que originou última polémica no governo britânico. 

Países do G7 decidiram impor limite "urgente" ao preço do petróleo russo

O CEO, que deixará o cargo no final de 2022, também se mostrou cético quanto à ideia de colocar um preço máximo para o petróleo russo. Vários países estão a pedir um teto máximo ao preço do petróleo russo para impedir que Moscovo financie, outras coisas, a sua intervenção militar na Ucrânia.


O ministro das Finanças, Kwasi Kwarteng, fez o anúncio esta segunda-feira de manhã.
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Pacote de cortes fiscais provocou turbulência nos mercados financeiros recentemente.

Em setembro, os países do G7 decidiram impor um limite "urgente" ao preço do petróleo de Moscovo, um mecanismo complexo de pôr em prática, e convidaram uma "ampla coligação" de países a implementá-lo. 

"Tenho dificuldade em compreender como é que um limite máximo nos preços do petróleo russo pode ser eficaz", disse van Beurden durante a conferência do Fórum de Inteligência Energética, de acordo com comentários veiculados no Twitter. 

"Intervir em mercados de energia complexos será muito difícil. Os governos têm de consultar peritos do mercado sobre o que podem e não podem fazer em termos de intervenção", considerou.

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