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Centeno desiste por enquanto da candidatura a liderar o FMI
Economia 2 min. 02.08.2019

Centeno desiste por enquanto da candidatura a liderar o FMI

Centeno desiste por enquanto da candidatura a liderar o FMI

Foto: dpa
Economia 2 min. 02.08.2019

Centeno desiste por enquanto da candidatura a liderar o FMI

O ministro das Finanças português quer um candidato de consenso dos países da União Europeia e não quer participar no processo de votações que está marcado para esta sexta-feira.

Através da sua conta de Twitter, o presidente do Eurogrupo (e também ministro das Finanças português), Mário Centeno, anunciou quinta-feira ao fim da tarde que não irá “fazer parte desta fase do processo”, o voto que irão realizar as diferentes capitais europeias para escolherem o nome a apresentar pela UE como candidato à liderança do FMI. 

Centeno afirma que “na tentativa de encontrar um candidato para liderar o FMI e noutras questões importantes da UE, devemos tentar encontrar terrenos comuns. Eu quero ajudar a encontrar um consenso”, afirma o presidente do Eurogrupo, que parece ainda assim não fechar completamente a porta a uma eventual participação futura no processo. “Mantenho-me disponível para trabalhar em direcção a uma solução que seja aceitável para todos”, diz.  

A retirada de candidatura do português pretende preservar Mário Centeno da situação desconfortável com os seus parceiros do Eurogrupo: caso fosse a votos na sexta-feira, o ministro das Finanças corria o risco de ver colegas seus, do organismo que lidera, a votarem contra si, o que poderia enfraquecer a sua liderança neste organismo informal, mas com muitos poderes na UE.

“Tomámos nota da sua desistência e sabemos que o fez em nome do compromisso e para facilitar um acordo amanhã”, disse fonte francesa ao semanário português Expresso. Os franceses estão confiantes de que é possível chegar a um resultado definitivo nas votações de sexta-feira. Já fonte holandesa confirma que Desselbloem, antigo presidente do Eurogrupo, apoiado pelo Luxemburgo, Holanda e Bélgica, continua na corrida, sendo um dos candidatos favoritos a vencer este processo eleitoral. 

A escolha do candidato único europeu ao cargo de diretor-geral do FMI tem uma primeira ronda esta sexta-feira de manhã através do processo de voto dos 28 ministros da Economia e das Finanças da União Europeia, informou o ministro das Finanças francês, Bruno Le Maire, em Paris, responsável por este processo de indicação do candidato europeu.

Os votos de cada ministro das Finanças da UE vão permitir eleger o candidato mas só se conseguirem atingir uma maioria qualificada — 55% dos Estados-membros e 65% da população europeia. 

Para já estão na disputa Nadia Calvino (ministra da Economia de Espanha), o holandês Jeroen Dijsselbloem (ex-presidente do Eurogrupo), Olli Rehn (governador do Banco da Finlândia) e a búlgara Kristalina Georgieva (diretora executiva no Banco Mundial). 

O ministro francês propôs a votação para esta sexta-feira de modo a permitir ao novo governo britânico chefiado por Boris Johnson avançar ainda com um candidato seu, caso o pretenda.  


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