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Câmara do Comércio quer prolongar desemprego parcial depois de dezembro
Economia 2 min. 13.10.2020

Câmara do Comércio quer prolongar desemprego parcial depois de dezembro

Câmara do Comércio quer prolongar desemprego parcial depois de dezembro

Foto: Marc Wilwert
Economia 2 min. 13.10.2020

Câmara do Comércio quer prolongar desemprego parcial depois de dezembro

Patrões advinham agravamento dos números do desemprego e apelam a um prolongamento do regime especial até, pelo menos, ao próximo ano.

A Câmara de Comércio apela ao governo para prolongar o trabalho a tempo reduzido, pelo menos, até depois dedezembro, e insiste na optimização e alargamento das medidas já adotadas para acrescentar a cobertura dos custos fixos às empresas mais afetadas pelo abrandamento económico que resultou da pandemia do novo coronavírus.  

Num comunicado emitido apenas 48 horas antes da apresentação da Lei do Orçamento do Estado para 2021, a Câmara de Comércio também defende que o limite máximo da ajuda em setores sensíveis deveria ser abolido a favor de uma grelha para avaliar as perdas de volume de negócios. A ideia é acabar com o limite máximo de 10 mil euros e proceder à prorrogação do prazo para além de 30 de novembro. 

Por cá, o regime do desemprego social só está previsto até 31 de dezembro. 

Mercados fragilizados 

À excepção do mercado financeiro e do imobiliário, todos os outros setores foram afetados negativamente pelo impacto do confinamento. 

"O tecido económico ainda é demasiado frágil, a pandemia ainda está demasiado presente, e a procura ainda está demasiado deprimida para permitir uma saída abrupta do esquema de trabalho a tempo reduzido. Assim, uma estratégia de saída progressiva, direcionada e sectorial específica é a mais adequada na actual situação volátil e incerta", defende a Câmara de Comércio. 

"O objetivo dos auxílios estatais tem sido, e continua a ser, assegurar a manutenção dos postos de trabalho e evitar a destruição da substância económica, e assim assegurar um regresso a um nível normal de atividade após a pandemia, mantendo ao mesmo tempo a capacidade de investimento, inovação e criação de emprego das empresas e a sua capacidade de contribuir para as receitas fiscais e da segurança social", insistem os patrões na mesma nota.

A este respeito, a Câmara do Comércio sublinha uma diferença de 200 milhões de euros no final de julho em relação às compromissos assumidos com os patrões e os montantes efetivamente autorizados pelo governo. A culpa, diz, reside em "critérios de elegibilidade pouco claros ou demasiado rigorosos, procedimentos demasiado complexos e pesados, tempos de processamento excessivamente longos, legibilidade insuficiente dos regimes de ajuda existentes, etc". Apela, portanto, ao governo para simplificar e acelerar o ritmo. 

Horesca pede mais 

Na semana passada, também o setor da hotelaria e da restauração apelou a um prolongamento do desemprego parcial, pelo menos, até junho de 2021. O secretário-geral da federação, François Koepp, apelou a uma "resposta clara" por parte do Governo, de forma a evitar ou minorizar a vaga de despedimentos no setor.

Em declarações à Rádio Latina, Koepp defendeu que "mais vale manter os trabalhadores ao abrigo do desemprego parcial, para que venham trabalhar de vez em quando, do que atirá-los para o desemprego, de onde poderão não voltar a sair". 

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