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Caixa sai “reforçadíssima” com aumento de capital
Economia 24.01.2017 Do nosso arquivo online
Inquérito/CGD

Caixa sai “reforçadíssima” com aumento de capital

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Caixa sai “reforçadíssima” com aumento de capital

Foto: Arquivo LW
Economia 24.01.2017 Do nosso arquivo online
Inquérito/CGD

Caixa sai “reforçadíssima” com aumento de capital

O antigo presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) Fernando Faria de Oliveira considerou hoje no parlamento que a operação de aumento de capital em curso vai dar um grande reforço para a solidez do banco público.

O antigo presidente da Caixa Geral de Depósitos (CGD) Fernando Faria de Oliveira considerou hoje no parlamento que a operação de aumento de capital em curso vai dar um grande reforço para a solidez do banco público.

"É crucial que a CGD continue a desempenhar o papel que sempre ocupou no setor bancário nacional, de referência e de peça-chave na estabilidade do sistema. Com o aumento de capital de que vai usufruir, a sua solidez atual sai reforçadíssima", afirmou o gestor durante a sua audição na comissão parlamentar de inquérito à CGD.

Faria de Oliveira, que sucedeu a Carlos Santos Ferreira na liderança do banco estatal, sendo mais tarde substituído por José de Matos, apontou para os desafios que a banca portuguesa enfrenta neste momento.

"É necessário recuperar uma rentabilidade que seja superior ao custo de capital, o que não se afigura fácil tendo em conta o atual contexto de baixas taxas de juro e de escassez da procura de crédito fruto de um crescimento ainda muito insuficiente", realçou.

Isto, "ao mesmo tempo que se ajustam os modelos de negócio ao novo paradigma do setor", acrescentou Faria de Oliveira.

O atual líder da Associação Portuguesa de Bancos (APB) vincou ainda que "é igualmente necessário reduzir o nível de NPL [crédito vencido ou em risco] que os bancos detêm".

No verão passado, o Governo português e a Comissão Europeia chegaram a acordo para a recapitalização do banco "em condições de mercado", num montante superior a 5.000 milhões de euros.

A primeira fase da recapitalização arrancou a 04 de janeiro, com a transferência de ações da ParCaixa para a CGD no valor de 500 milhões de euros, e a conversão em capital de 960 milhões de euros de instrumentos de capital contingentes (CoCo) subscritos pelo Estado em 2012.

A operação inclui ainda uma injeção de capital feita pelo Estado de até 2.700 milhões de euros e ainda uma emissão de dívida subordinada de 1.000 milhões de euros a colocar junto de investidores institucionais privados.

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